quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Pão Sírio (Pita)

Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com
Pita ou pão sírio, como é mais conhecido no Brasil, é um pão achatado feito com farinha de trigo. Este pão tem origem árabe e foi introduzido no Brasil no início do século passado por imigrantes sírio-libaneses. Daí o nome "abrasileirado": Pão Sírio.
Acredita-se que os primeiros pães a serem elaborados pelo homem assemelhavam-se ao pão sírio, pois tratavam-se de misturas de farinha de trigo e água, ainda sem o uso da fermentação, assadas sobre brasas ou pedras quentes, sem o uso formas, gerando um pão achatado. A figura abaixo ilustra os dizeres deste parágrafo.

Imagem: <http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Pita.jpg>

A forma do pão sírio é adequada à cultura alimentar árabe, que tem o costume de alimentar-se com as mãos. O pão acaba servindo como utensílio para levar à boca outros alimentos: carne, legumes...

Uma curiosidade: estes pães durante o cozimento inflam, resultado da gelatinização e formação da casca que impede a saída dos gases interiores, produzidos pelo fermento e do vapor de água da massa, resultando em miolos "ocos", perfeitos para serem recheados.

Imagem: <http://www.slashfood.com/media/2006/05/nics-pita-bread.JPG>

Imagem: <http://www.pbase.com/soleilmia/image/59816447.jpg>

Encontra-se pão sírio em todas as partes do mundo, resultado da imigração de povos árabes para diversos países. Vale lembrar que a palavra para busca na internet para outros idiomas é PITA. Falando em internet, há um vídeo ensinando a fazer o Pão Sírio (Pita Bread) no site About.com, cuja autora é Natasha Levitan.

Pão Sírio

A receita original é do Curso de Panificação do CEFET/SC.

Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com


Ingredientes:

  • 6 e 1/4 xícaras de chá de farinha de trigo;
  • 1 envelope (10 gramas) de fermento biológico seco instantâneo;
  • 1 colher de sopa de açúcar;
  • 1 colher de sopa de sal;
  • 5 ovos;
  • 25 ml de óleo de soja;
  • 150 ml de água.

Modo de preparo:

  • Misture todos os ingredientes secos (farinha, fermento, açúcar e sal), homogeneizando a mistura. Obs.: Não colocar o fermento em contato direto com o sal, pode-se desidratá-lo;
  • Incorpore à mistura, um a um, na seguinte seqüência os demais ingredientes, homogeneizando-os: água, ovos e óleo;
  • Sove a massa vigorosamente para a formação do glúten, até obter ponto de véu;
  • Molde uma bola e deixe-a fermentar numa vasilha fechada por uma hora ou até dobrar de volume;
  • Sove a massa por alguns instantes para retirar as bolhas de gás formadas na fermentação;
  • Molde a massa em forma de cilindro com aproximadamente 8 centímetros de diâmetro;
  • Recorte-o em fatias com 1 centímetro de espessura;
  • Polvilhe farinha de trigo sobre a mesa para a realização da modelagem;
  • Com as mãos ou com o auxílio de um rolo de massa, abra cada fatia, obtendo discos com aproximadamente 14 centímetros de diâmetro;
  • Polvilhe farinha de trigo sobre os discos;
  • Coloque-os em formas rasas para o cozimento;
  • Asse-os em forno pré-aquecido a 250 graus, por aproximadamente 8 minutos. Dica: Colocar uma pequena forma com água no fundo do forno, gerando uma atmosfera úmida, a qual favorecerá a crocância da casca e evitará a perda da umidade da massa.

Os pães sírios elaborados ficaram bons... bom formato, boa textura. A receita gerou 12 pães. Alguns pães não inflaram tanto e, conseqüentemente, os seus miolos não ficaram tão ocos, o que facilita na hora de recheá-los, mas nada tão sério que impedisse a sua degustação.
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Workshop da ACervA na Cervejaria Schornstein em Pomerode

Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com
No último sábado, 25 de outubro de 2008, os colaboradores do Pão e Cerveja participaram do Workshop "Produção Caseira de Cervejas Artesanais" em Pomerode - Santa Catarina, promovido pela ACervA Catarinense (Associação dos Cervejeiros Artesanias de Santa Catarina) e pela Cervejaria Schornstein.

O evento foi realizado nas dependências da charmosa cervejaria, aonde estiveram presentes mais de quarenta pessoas, de todos os lugares do nosso estado.


Interior da Cervejaria Schornstein
Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com

A nossa viagem começou às 08:00 horas do dia 25, no largo da alfândega em Florianópolis, aonde fundadores da ACervA Catarinense, amigos e acompanhantes (17 pessoas ao todo) e mais o material de apoio do curso, embarcaram numa van com destino a Pomerode.
O eventou iniciou aproximadamente às 11:00 horas e estendeu-se até às 18:00 horas, com palestras dos mestre-cervejeiros Murilo Foltran, Raphael Tonera, Cláudio Zastrow (mestre-cervejeiro da Schornstein) e do cervejólogo Paulo Feijão.
O diferencial do workshop foi a produção de cerveja in loco, na frente dos participantes, protagonizada pelo mestre-cervejeiro Murilo Foltran, comprovando que qualquer um pode fazer cerveja. Mas fazer cerveja que preste é outra coisa, né, Murilo? Mas isso vem com o tempo, com a experiência, com o estudo...

Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com


O workshop incluiu ainda a degustação dos 4 tipos de chopp produzidos pela Schornstein (Pilsen Natural, Pilsen Cristal, Bock e Pale Ale), almoço com sotaque alemão e visita na área de produção da cervejaria.
Interior da Cervejaria Schornstein

Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com

Um dia inesquecível... o workshop foi excelente, o ambiente agradabilíssimo, o pessoal da ACervA e palestrantes super dispostos e acessíveis... quem não foi, perdeu!! Parabéns pela organização pessoal.
E tem mais, os participantes ainda puseram degustar as cervejas produzidas pelos cervejeiros da ACervA:

  • Tipo: Oktoberfest, produzida em parceria pela Cervejaria Sambaqui (Max e Felipe) e pela Cervejaria Opus (Marco Zimmermann e Murilo Foltran);
  • Tipo: Strong Golden Ale (Eduardo);
  • Tipo: Mild Ale (Gustavo);
  • Tipos: Weissbier, Belgian Dark Strong e Tripel (Raphael Tonera).

E acreditem, não vi ninguém cair...

E depois do workshop, como se não bastasse, o pessoal da van foi à Oktoberfest, a maior festa da cerveja do Brasil, em Blumenau, cidade vizinha, aonde existiam mais de quarenta tipos de cervejas para degustação, mais isso dá outra história.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Workshop "Produção Caseira de Cervejas Especiais"


A Associação dos Cervejeiros Artesanais de SC (ACervA Catarinense) promove no próximo sábado, dia 25 de outubro, nas dependências da Cervejaria Schornstein, em Pomerode, o Workshop "Produção Caseira de Cervejas Especiais".
O objetivo do evento é apresentar o processo de produção da cerveja caseira, através de uma "brassagem" no próprio local, por membros da ACervA Catarinense e complementando com palestras sobre cerveja.
O evento é destinado tanto aos cervejeiros caseiros que desejam debater sobre o processo quanto para todos aqueles que desejam aprender sobre o nobre líquido. O evento começa às 11hs. da manhã, se estendendo até o final da produção da cerveja, que deve ocorrer por volta das 18h.
O custo para participação é de R$50,00 para não associados da Acerva, R$30,00 para sócios da ACervA Catarinense e para as mulheres, com direito a:
- Almoço no restaurante da cervejaria;
- Rodada de degustação de chopes da Schornstein;
- Degustação de cervejas caseiras.
- Visita a área de produção da cervejaria.
*Chopes e petiscos consumidos no bar da cervejaria não estão inclusos.
As palestras serão as seguintes:
- Abertura: Marco Aurélio Zimmermann (Presidente da ACervA) e Murilo Foltran (cervejeiros da Opus - Cerveja Caseira do Campeche);
- Fabricação de Cerveja: Claudio Zastrow (Mestre Cervejeiro);
- Cervejas Caseiras: Raphael Tonera (Vencedor do III Concurso Nacional de Cervejas Caseiras na categoria "belga");
- O Mundo da Cerveja: Paulo Feijão (Cervejólogo e dono do blog "oBIERcevando").
As vagas são limitadas e só serão reservadas mediante depósito antecipado. Para reservas, enviar um email para acervasc@gmail.com ou ligue para (048) 84065422 com Marco.

domingo, 19 de outubro de 2008

Pão Integral

Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com

O consumo de cereais integrais é indicado para quem busca uma dieta mais saudável.

Os cereais integrais - como o próprio adjetivo "integrais" indica - são aqueles, cujos os grãos na sua totalidade, "integralidade", são utilizados na preparação dos alimentos. Ou seja, com casca e tudo! Logo, o consumo de farinhas integrais deve ser estimulado.

Para a fabricação de farinha de trigo "branca", "comum", o grão de trigo passa por um processo de "limpeza", aonde retira-se a casca (também conhecido como farelo) e o gérmen, sobrando somente o endosperma. Logo, a farinha de trigo é o processo da moagem do endosperma, que é rico em amido e algumas proteínas, inclusive as responsáveis pela formação do glúten (a gliadina e a glutenina). O glúten é uma rede protéica resultante da combinação espacial destas duas proteínas proteínas. A sova da massa é responsável por combinar mecanicamente a gliadina e a glutenina.
A farinha de trigo integral é fabricada a partir do grão integral, logo, além do endosperma, são também moídos a casca e o gérmen. A casca é fonte de fibra alimentar. O gérmem, fonte de proteínas, minerais e vitaminas E e do complexo B. A presença de casca (farelo) na farinha de trigo integral, dificulta a formação do glúten, pois atrapalha a combinação da gliadina e da glutenina.

A sugestão de hoje é a elaboração de um pão com farinha de trigo integral. Para o pão ficar mais "macio" e para melhor desenvolver o glúten da massa, foi utilizada uma mistura de farinha de trigo com farinha de trigo integral.

A receita original é do Curso de Panificação do CEFET/SC, a qual foi modificada nas proporções e no uso da manteiga no lugar da margarina.

Pão Integral
Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com

Ingredientes:

  • 3 e 1/2 xícaras de chá de farinha de trigo;
  • 2 e 1/2 xícaras de chá de farinha de trigo integral;
  • 1/3 xícara de chá açúcar refinado;
  • 10 gramas de fermento biológico seco instantâneo;
  • 1 colher de sopa de sal;
  • 1 e 1/3 xícara de chá de água;
  • 2 colheres de sopa de manteiga sem sal;
  • Óleo de soja para untar a forma.
Modo de preparo:
  • Numa vasilha, misture as farinhas de trigo, o fermento, o açúcar e o sal. Obs.: Evitar colocar o sal em contato direto com o fermento, pois pode desidratá-lo e matá-lo;
  • Adicionar a água e homogeneizar a mistura;
  • Retire a massa da vasilha e coloque-a sobre uma mesa;
  • Adicione a manteiga, homogeneizando a mistura;
  • Inicie a sova da massa, exercendo movimentos vigorosos até obter ponto de véu. O surgimento do véu significa o desenvolvimento do glúten. Para observar o véu: retire uma bolinha de massa e com a ajuda dos dedos indicadores, médios e polegares, modele um pequeno disco, e vá esticando-o delicadamente com movimentos circulares, até conseguir observar uma película branca semi-transparente (o véu). Caso esta película não rasgue, o glúten está bem desenvolvido. Nesta massa, a sova durou cerca de trinta minutos;
  • Após a sova, modele a massa em forma de bola e coloque-a numa vasilha tampada, deixando-a fermentar por aproximadamente uma hora ou até dobrar de volume;
  • Após fermentar, modele a massa suavemente para homegeneizá-la e retirar as bolhas de gases formadas na fermentação;
  • Modele os pães a seu gosto. Nesta receita, dividi a massa em quatro partes, das quais foram elabaorados quatro retângulos e modelados em forma de rocambole;
  • Colocar os pães em forma untada com óleo de soja. Separar os pães para evitar que se fundam no cozimento;
  • Assar em formo pré-aquecido a 230 graus por 45 minutos ou até os pães ficarem corados. Dica: Colocar uma pequena forma com água no fundo do forno, gerando uma atmosfera úmida, a qual favorecerá a crocância da casca e evitará a perda da umidade da massa.

Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com


Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com

Os pães ficaram bons observando os seguintes aspectos: miolo, casca, cor, padronização e, principalmente, o sabor. Um aspecto que deixou a desejar foi a forma, os rocamboles não ficaram perfeitos, pois apareceram algumas "abas" nas extremidades, fruto da má modelagem... mas a galera aqui de casa nem reparou.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Ciabatta


Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com

A ciabatta é um pão típico italiano. O formato do pão deu origem ao seu nome. Ciabatta, em português, significa "chinelo", "pantufa"; em inglês, "slipper".

Não se sabe ao certo a origem da Ciabatta, pois diversas versões do pão são produzidas ao longo de toda Itália.

Este pão caracteriza-se por ter forma irregular, casca crocante e miolo esburacado. O azeite de oliva apesar de ser utilizado em algumas receitas, não é um ingrediente obrigatório.


Imagem: http://www.gennarino.org/forum/viewtopic.php?t=2493&highlight=ciabatta

Imagem: http://www.kucinare.it/user/ricetta.aspx?idricetta=187

Imagem: http://www.kucinare.it/user/ricetta.aspx?idricetta=73

A ciabatta geralmente utiliza uma biga (massa levedada previamente por muitas horas) na sua elaboração, o que garante maior fermentação e, conseqüentemente, maior formação de gases no interior do pão, responsáveis pelos grandes "buracos" do miolo.

Imagem: http://en.wikipedia.org/wiki/Ciabatta

O método de fabricação de pães que utiliza um estágio de fermentação antes da elaboração da massa propriamente dita, é denominado método indireto. São exemplos do método indireto: a esponja (em inglês, pollish) e a biga. O método direto é aquele cujo fermeto é adicionado diretamente à massa, logo, sem nenhum estágio prévio de fermentação.

A experiência em questão, foi elaborar uma ciabatta utilizando método direto. A receita original é do curso de Panificação do CEFET-SC, porém fiz as milhas alterações no modo de preparo.

Ciabatta (utilizando método direto)


Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com


Ingredientes:

  • 750 gramas de farinha de trigo;
  • 650 mililitros de água;
  • 10 gramas de fermento biológico seco instantâneo;
  • 20 gramas de sal;
  • 50 mililitros de azeite de oliva;
  • Farinha de trigo para a "modelagem".

Modo de Preparo:

  • Numa vasilha, misture a farinha, o fermento e o sal. O sal não deve entrar em contato direto com o fermento, pois pode desidratá-lo;
  • Adicione a água, homogeneizando a mistura;
  • Finalmente, adicione o azeite, obtendo uma massa mole;
  • Cubra a vasilha e deixe fermentar até dobrar de volume;
  • Divida a massa em pedaços retangulares e coloque-os sobre uma mesa enfarinhada com farinha de trigo;
  • Polvilhe farinha de trigo sobre os pedaços de massa;
  • Modele-os formando pães retangulares. Não é necessário "caprichar", pois a ciabatta é um pão irregular. Além disso, a massa é mole, o que dificulta uma modelagem caprichada;
  • Coloque os pedaços numa forma grande. Deixe espaço entre cada pedaço para evitar que se fundam no cozimento (os meus se fundiram);
  • Asse em forno à 180 graus por uma hora ou até dourar.

Os pães elaborados ficaram saborosos, com um gostinho peculiar de azeite de oliva, porém "meio" longe de ser uma ciabatta. O aspecto até que engana, porém o miolo em nada parece... não observa-se grandes "buracos". Será influência do método direto? Diante das inúmeras variáveis que influenciam a elaboração de um pão e da inexperiência do padeiro que lhes escreve, creio que estas respostas serão respondidas no futuro...

Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com

Mais detalhes sobre ciabatta, favor acessar os endereços abaixo:
<http://www.kucinare.it/user/ricetta.aspx?idricetta=73>
<http://www.gennarino.org/forum/viewtopic.php?t=2493&highlight=ciabatta>
<http://www.wisegeek.com/what-is-ciabatta-bread.htm>

domingo, 14 de setembro de 2008

Pão de Queijo com Provolone e Parmesão


Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com

É sabido que tradicionalmente o pão de queijo é feito com queijo minas meia cura. Entretanto, a experiência de mudar o tipo de queijo do pão só pra ver no que dá, é uma experiência interessante. Desta vez, utilizei queijo provolone e queijo parmesão.
Quanto ao polvilho, utilizei o azedo. Os pães ficaram mais macios e mais densos... mais "massudos".
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Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com

Pão de Queijo com Provolone e Parmesão

Ingredientes:
  • 5 xícaras de chá de polvilho azedo (cerca de 500 gramas);
  • 1 xícara de chá de óleo de soja;
  • 1 xícara de chá de água;
  • 1 xícara de chá de leite;
  • 1 colher de sopa de sal;
  • 5 ovos;
  • 3 xícaras de chá de queijo provolone ralado (cerca de 300 gramas);
  • 1 pacote de 50 gramas de queijo parmesão ralado;
  • Óleo de soja para untar as mãos e forma(s);

Modo de preparo:

  • Coloque o polvilho numa vasilha e reserve;
  • Numa panela, mexa até ferver, o óleo, a água, o leite e o sal;
  • Despeje a mistura fervente ao polvilho, escaldando-o, misturando até homogeinizar a massa;
  • Incorpore à massa os ovos, um de cada vez;
  • Incorpore os queijos, homogeinizando todos os ingredientes;
  • Unte as mãos com óleo de soja e modele os pães em forma de bolinhas;
  • Coloque os pães na(s) forma(s) previamente untada(s) com óleo;
  • Asse em forno preaquecido a 180 graus por quarenta minutos, ou até ficar dourado.


Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com

Os pães de queijo ficaram muito bons, com gosto de provolone é claro, porém nada muito acentuado. O sabor do polvilho acaba "neutralizando" o provolone.

As "pintinhas" mais escuras das fotos dos pães já assados são os pedaços do queijo provolone. Nos pães crus não é muito fácil observar os pedaços do queijo.
O aspecto do miolo também ficou interessante (esqueci-me de tirar fotos), pois ficou denso, compacto, dando uma sensação de saciedade ao saboreá-lo.
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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Cerveja não é só para encher a cara!


O perfil dos bebedores de cerveja no Brasil está mudando, não é à toa que as prateleiras nos supermercados cada vez mais oferecem mais marcas e tipos de cerveja.
Também não é à toa que o grupo Schincariol adquiriu algumas cervejarias artesanais, a Baden Baben, a Devassa e até a "nossa" Eisenbahn, aqui de Blumenau. Para mais detalhes, sugiro leitura da matéria "Eisenbahn é Schincariol".

A cerveja conhecida como a bebida popular para acompanhamentos do dia-a-dia (salgadinhos, petiscos, churrasco, tira-gostos e "etecéteras"), agora está ganhando um novo perfil, mais sofisticado, mais refinado... bem mais saboroso! Agora, cerveja não é só para encher a cara!
As fotos que ilustram esta postagem foram retiradas de uma matéria do site Terra, entitulada "Ritual de beber cerveja mudou", que fala sobre esta nova tendência, culminando na harmonização de pratos com ilustres cervejas. Juntamente com cada foto estão aqui também postados, os respectivos comentários feitos nesta matéria sobre harmonização:

Imagem: http://img.terra.com.br/i/2008/08/29/855041-6483-th.jpg

"Queijos salgados pedem cervejas com leve teor adocicado. Rótulos sugeridos: Schmiti ale e Schmiti barley wine".

Imagem: http://img.terra.com.br/i/2008/08/29/855028-9374-th.jpg

"Cervejas de trigo, pouco encorpadas e com amargor bem suave, casam perfeitamente com quiches de queijo e presunto, acompanhadas por salada. Rótulo sugerido: Hoegaarden".


"Para pizzas com bastante queijo, prove uma cerveja com sabor adocicado. Rótulo sugerido: Eisenbahn pale ale".

"Pratos leves, como as saladas, combinam com cervejas de sabor suave, de baixo amargor. Rótulo sugerido: Eisenbahn pilsen orgânica".

Imagem: http://img.terra.com.br/i/2008/08/29/855050-2073-th.jpg

"Cervejas escuras de aroma e sabor suave de café são ótimas combinações com doces, principalmente o chocolate. Rótulo sugerido: Colorado Demoiselle".

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Raphael Tonera - Primeiro Lugar em Concurso Nacional de Cervejas Artesanais


O ilustre mestre cervejeiro e colaborador deste blog, o nosso amigo Raphael Tonera, teve o seu talento reconhecido. O Raphael foi premiado no III Concurso Nacional de Cervejas Artesanais, realizado em Belo Horizonte - Minas Gerais, neste último sábado, em PRIMEIRO LUGAR, na categoria Belgian Strong Ale.

É bom enfatizar que nesta categoria estavam escritos cerca de 35 participantes.

No ano passado, o Rapha já havia sido premiado no II Concurso Nacional de Cervejas Artesanais, realizado no Rio de Janeiro, em SEXTO LUGAR na categoria Stout, o que foi uma excelente surpresa, pois não fazia dois anos que o Rapha fazia cerveja.

Ele é um menino modesto. Faz excelentes cervejas, comparáveis com as melhores cervejas importadas. O Rapha, junto com outros companheiros cervejeiros, fundou no dia 17 de maio de 2008, a ACervA Catarinense (Associação dos Cervejeiros Artesanais de Santa Catarina), da qual é vice-presidente, para a difusão e valorização das cervejas artesanais no nosso querido Estado.

E dizer que toda esta linda trajetória começou com o nosso "Festival da Cerveja", na qual fazíamos, eu, o Rapha e outros amigos, a degustação às cegas de 10 marcas de cervejas diferentes. E quem disse que no começo alguém acertava alguma coisa... Tinha gente que chamava Kaiser de Bohemia. Lembra, Rapha?

E dizer que o Rapha dizia que só gostava de Bohemia e Skol e odiava a Nova Schin... Quem diria, Rapha??

É um grande prazer compartilhar das tuas alegrias e da tua amizade e saber que contribuí um pouquinho para o despertar do teu talento.

A vitória no Raphael foi destaque do colunista Cacau Menezes do jornal Diário Catarinense, na edicão de hoje, em nota entitulada "Levamos" : "O cervejeiro Raphael Calage Tonera, avaiano e manezinho da Agronômica, foi o vencedor do III Concurso Nacional de Cervejas Caseiras na categoria "cervejas de estilo belga", que foi realizado na cidade de Belo Horizonte no último dia 30 de agosto.Para quem não sabe, Florianópolis é, hoje, um dos pólos da cerveja caseira no Brasil".

Queria formalizar, Rapha, o PARABÉNS pelo prêmio e solicitar, encarecidamente, que marques presença no nosso blog com ilustres postagens. Um abraço, Jean Claudi.

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domingo, 31 de agosto de 2008

Bolo de Fubá com Cobertura de Chocolate

Às vezes, me aventuro na cozinha. Desta vez, foi na elaboração de um bolo. Confesso que foi a minha segunda aventura com bolos em casa: a primeira com cobertura. E gosto destas aventuras, pois gosto de aventuras gastronômicas... sem esquecer também das aventuras etílicas, principalmente as que envolvem cerveja!

Bolo de fubá com cobertura de chocolate

Massa:

  • 2 xícaras de chá de farinha de trigo;
  • 2 xícaras de chá de fubá (farinha de milho);
  • 2 xícaras de chá de leite;
  • 2 xícaras de chá de açúcar refinado;
  • 1 xícara de chá de óleo de soja;
  • 2 colheres de sopa de margarina;
  • 1 colher de sopa de fermento químico em pó;
  • 5 ovos
  • Óleo de soja e farinha de trigo para untar a forma

Preparo da massa:

  • Numa tigela, misture a farinha de trigo com o fermento e reserve;
  • No liquidificador, insira o leite, o óleo, os ovos, a margarina e incorpore aos poucos, o açúcar e o fubá, obtento uma mistura homogênea;
  • Junte a mistura do liquidificador aos ingredientes da tigela, homogeinizando-os com o auxílio de uma colher;
  • Despeje a massa numa forma com buraco no meio de 22 cm de diâmetro, previamente untada com óleo de soja e enfarinhada com farinha de trigo;
  • Asse em forno médio (200 graus), previamente aquecido, por cerca de uma hora;
  • Desenforme e deixe esfriar;

Cobertura:

  • 4 colheres de sopa de açúcar refinado;
  • 6 colheres de sopa de achocolatado em pó;
  • 1 colher de chá de margarina;
  • 1/2 xícara de água;
  • 1 caixinha (200 gramas) de creme de leite.

Preparo da cobertura:

  • Coloque todos os ingredientes numa panela e leve ao fogo médio;
  • Mexa até a mistura engrossar, tornando-se uma calda expessa;
  • Despeje a calda sobre o bolo (o bolo já deve estar desenformado e morno).

A receita do bolo é da revista "Receitas & Delícias ", Ano 9, no. 72, entitulada "Bolo de Fubá", na qual fiz pequenas mudanças, excluindo o ingrediente erva-doce (1 colher de sopa) e substituindo manteiga por margarina.

A receita da cobertura é minha!!

Foi uma experiência gratificante, pois funcionou. Acreditem se quiserem!

domingo, 24 de agosto de 2008

Bôla de Queijo e Presunto


Imagem: Dos autores do blog http://paoecerveja.blogspot.com/

Conheci há pouco tempo o blog Pão, Bolos e Cia de autoria de um ilustre português. Um blog interessante, no qual o autor publica muitas e muitas receitas de pães, bolos e afins. O autor afirma: "publico algumas receitas de que gosto e que saem sempre certo. Fazem agora parte do dia-a-dia. Começaram por ser simplesmente receitas, as quantidades foram alteradas, os ingredientes susbstituídos e acrescentados de forma a estarem como eu quero e agora são as minhas receitas".

Lendo o Pão, Bolos e Cia. , me deparei com uma receita, cujo nome me chamou a atenção: "Bôla de Fiambre e Salpicão". A pergunta que não quis calar, foi: O que é bôla? Pela aparência da foto (imagem abaixo), parecia uma torta salgada feita com massa de pão, pois usa fermento biológico com ingrediente.

Imagem: http://paobolosecia.blogspot.com/2008/06/bla-de-fiambre-e-salpico.html

Segundo José do Nascimento, conforme postagem "Petiscos para o piquenique de 10 de Junho", BÔLA é "muito parecida com alguns folares tradicionais e provavelmente deles originária". A "bôla, mais não é que um bolo salgado e recheado com aquilo que o cozinheiro entender combinar bem neste prato típico de piquenique, mas que também pode ser uma óptima entrada ou o enxugo de um copo ao fim do dia, hora a que qualquer petisco mais apetece."

Folares? E o que é "FOLAR"?

Segundo Wikipedia, "O folar é tradicionalmente o pão da Páscoa em Portugal, um alimento ancestral fruto da mistura ritual e alquímica da água, sal, ovos e farinha de trigo. A forma o conteúdo e o segredo da confecção varia conforme as regiões de Potugal e vai desde o salgado ao doce, nas mais diversas formas".




Segundo o dicionário "Aurélio", folar é "presente de páscoa que os padrinhos dão aos afilhados"; "fogaça": "grande bolo ou pão cozido".

Há também um relato no site http://www.portaldodivino.bpgplus.com.br/Folar_Filhoses/folar_filhoses.htm: " O folar faz parte do meu imaginário de infância. Desde sempre me lembro que, ao se aproximar a Páscoa, lá em casa se esperava a “notícia” de que o folar já “vinha a caminho”. O meu pai era de Trás-os-Montes e os meus avós mandavam, numa cesta de verga e muito bem acondicionado, o folar despachado nos “caminhos de ferro”, como se dizia na altura. O folar está cheio de significado religioso. Etimologicamente, o termo folar virá do latim florais, ou do germânico flado (bolo de mel), ou ainda do francês poularde. Maria de Lurdes Modesto em Festas e Comeres do Povo Português define folar como um “bolo de massa com ovos cozidos inteiros em cima, que se usa pela Páscoa”. Segundo a tradição o folar constituía o presente que os padrinhos dão aos afilhados pela Páscoa e também os paroquianos ao padre da sua freguesia.O folar varia em forma e conteúdo consoante as regiões. Na região das Beiras o folar é um pão doce com ovos cozidos em cima".


Imagem: www.esec-eca-queiros-lsb.rcts.pt/mpei/folar.jpg


Pelo que li em diversos sites na internet, a denominação folar é usada como sinônimo de pão. Se a interpretação estiver errada, por favor corrijam-me!

Acabei alterando e reduzindo a receita original do Pão, Bolos e Cia., pois usaria um envelope (pacote) de 11 gramas (alguns envelopes são de 10 gramas) de fermento biológico instantâneo seco ao invés das 40 gramas de fermento fresco. A proporção entre os fermentos é: 3 gramas do fresco para 1 grama do seco. Também usei margarina no lugar da manteiga e não usei o mesmo recheio.

Bôla de Queijo e Presunto

Imagem: Dos autores do blog http://paoecerveja.blogspot.com/

Ingredientes da massa:

  • 500 gramas de farinha de trigo;
  • 1 envelope de fermento biológico instantâneo seco - 11 gramas;
  • 1 colher de chá de sal;
  • 350 mililitros de leite morno;
  • 4 ovos;
  • 50 gramas de margarina derretida;
Ingredientes do recheio:
  • 400 gramas de presunto picado;
  • 400 gramas de queijo tipo prato picado ou ralado;
  • 50 gramas de queijo parmesão ralado.
Modo de preparo: Incorpore primeiramente os ingredientes secos, depois os líquidos, deixando por último a margarina. Utilize uma vasilha para a mistura dos ingredientes e uma colher para a homogeneização.

  • Misture o fermento, o sal e a farinha de trigo. Não coloque o sal em contato direto o fermento;
  • Junte o leite morno e os ovos, homogeneizando a mistura;
  • Finalmente, incorpore a margarina derretida;
  • A massa tem consistência viscosa, logo não é possível sová-la;
  • Deixe a mistura descansar numa vasilha tampada por uma hora, para crescer;
  • Após o crescimento, separe a massa em duas partes;
  • Com a primeira parte da massa, forre o fundo de uma forma (utilizei uma forma retangular de 24 x 34 centímetros) previamente untada;
  • Deposite o recheio (o presunto e o queijo prato) sobre a primeira parte da massa. Polvilhe por cima, o queijo parmesão;
  • Cubra o recheio com a segunda parte da massa, finalizando a bôla;
  • Asse em forno pré-aquecido a 200 graus por, aproximadamente, 40 minutos.

A massa da bôla mostrou-se com sabor de um pão salgado fininho, com o gosto semelhante a uma massa "alta" de pizza. Saboreando massa e recheio, o sabor assemelha-se a um calzone.

A bôla ficou perfeita, muito saborosa, satisfazendo o paladar exigente do povo aqui de casa. O pessoal do trabalho também aprovou, alguns acharam que o pedaço que levei foi pequeno e foi mesmo!