sábado, 31 de janeiro de 2009

Cerveja Licher Weizen - Presentes de Natal - Parte 1

Imagem: Dos autores do blog <http://www.paoecerveja.blogspot.com/>


Ganhei, coincidentemente, de presente de Natal, dois conjuntos de cerveja Licher Weizen. Como o prório nome da cerveja informa, trata-se de cerveja de trigo (weizen é "trigo" em alemão). E no rótulo ainda está escrito em inglês: "wheat beer", ou seja, cerveja de trigo. A imagem da espiga de trigo no rótulo também já diz tudo, né?


Imagem: Dos autores do blog <http://www.paoecerveja.blogspot.com/>

O conjunto composto de duas cerveja Licher de 500 ml, dois copos de 500 ml e duas bolachas, ganhei da Michelle.
O outro conjunto, composto de uma cerveja Licher de 500 ml, um copo Licher, ganhei do Nezi.

Prezados amigos, agradeço pelos GRANDIOSÍSSIMOS presentes!!

Imagem: Dos autores do blog <http://www.paoecerveja.blogspot.com/>


A Licher Weizen é fabricada pela Cervejaria Licher, na cidade de Lich na Alemanha. Licher significa "de Lich", "natural de Lich", ou seja, traduzindo para o popular "Lichersense" ou seria outro adjetivo? As cervejas Licher são importadas pela importadora Stuttgart, sediada na cidade de Blumenau, Santa Catarina.

Imagem: Dos autores do blog <http://www.paoecerveja.blogspot.com/>

A Licher Weizen obedece a lei de pureza alemã de 1516 ("Deutsches Reinheitsgebot") e possui teor alccólico de 5,4%. Segundo os critérios da BJCP, a Licher Weizen é considerada uma Weizen/Weissbier (BJCP 15A). É uma cerveja não filtrada ("Hefe"), ou seja, o fermento está dentro da garrafa, o que caracteriza turbibez na cerveja quando colocada no copo.

As impressões sobre a degustação serão assuntos de uma nova e futura postagem.

Maiores informações sobre a Licher Weizen: Cervejaria Licher; Cerveja Licher Weizen.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Pão de Queijo com e sem Presunto Defumado


Imagem: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>
Quem não gosta de pão de queijo? Com certeza deve haver alguém que não goste, mas não é o caso do pessoal aqui de casa.
O título desta portagem refere-se a dois tipos de pães de queijo que elaborei com a mesma massa: um com e ou outro sem o ingrediente "presunto defumado". A imagem acima mostra o pão de queijo sem o presunto e a imagem abaixo com o referido ingrediente.

Imagem: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>


A receita original, "pão de queijo com calabresa", é da revista Receitas & Delícias, (Pão de Queijo. Receitas & Delícias. Alto Astral: São Paulo, 2008. Ano 9, n. 71), minha companheira na elaboração de pães de queijo. Entretanto, pelo sabor da experiência ou pela falta de ingredientes, geralmente as receitas originais são alteradas. Segue a receita elaborada:

Pão de queijo com e sem presunto defumado

Ingredientes:
- 500 gramas de polvilho doce;
- 1/2 xícara de chá de óleo de soja;
- 1/2 xícara de chá de óleo de água;
- 1/2 xícara de chá de óleo de leite;
- 1 colher de sopa de sal;
- 2 ovos;
- 300 gramas de ricota ralada;
- 1 pacote de 50 gramas de queijo parmesão ralado;
- 200 gramas de presunto defumado cortado em cubinhos (esta proporção para 2/3 da massa, visto que com o 1/3 restante elaborei pães sem o presunto);
- Óleo de soja para untar levemente as mãos e forma(s);

Modo de preparo:
- Coloque o polvilho numa vasilha e reserve;
- Numa panela, mexa até ferver, o óleo, a água, o leite e o sal;
- Despeje a mistura fervente sobre o polvilho, escaldando-o, misturando até homogeinizar a massa;
- Incorpore à massa os ovos;
- Incorpore a ricota e o parmesão (até aqui a receita é a mesma para ambos os pães);
- Incorpore o presunto defumado (relembrando: usei 2/3 da massa para elaborar os pães com presunto);
- Unte as mãos com óleo de soja e modele os pães em forma de bolinhas;
- Coloque os pães na(s) forma(s) previamente untada(s) com óleo;
- Asse em forno preaquecido a 180 graus por quarenta minutos, ou até ficar dourado.

Observações:
- A massa é bem firme, não é necessário quase nehum óleo para modelar as bolinhas;
- É possível fazer "palitinhos" com esta massa, devido a sua consistência... mas isso dá outra história;
- O presunto foi "expulso" de dentro dos pãezinhos... muito interessante... alguns pedaços de presunto foram expelidos pelos pães... não sei explicar o fenômeno;
- Aviso: Os pães ficaram com muito sabor de "presunto defumado", o que acaba mascarando o sabor do pão de queijo. Sugiro, quem sabe, diminuir a quantidade do ingrediente para 100 gramas, para obter um pão com sabor mais suave... para que gosta de defumados, o pãozinho é um prato cheio. A dica é saboreá-lo com uma cerveja do tipo Rauchbier (cerveja defumada);
- Fiz os pãezinhos sem o presunto defumado, pois tem gente pequena aqui em casa que não gosta e também queria ver o resultado sem o ingrediente.

Os pães ficaram muito saborosos. A massa consistente, com pouca gordura (óleo e ovos) se comparada às outras receitas que estão postadas aqui no Pão e Cerveja, originou um pão firme,"massudo", resumindo, excelente.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Panetone

Imagem: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>

O panetone é um produto panificável típico do Natal. Tem como características: forma cilíndrica com uma abóboda na parte superior; ingredientes: uvas passas, frutas cristalizadas e essência típica (baunilha e frutas cítricas). O panetone geralmente é elaborado com fermentação natural, ou seja, fermentação provocada por fungos e/ou bactérias que existem naturalmente na farinha de trigo, não adicionando fermento "pronto". Uma variação do panetone é o chocotone, aonde substitui-se as frutas e as passas por gotas de chocolate (conforme a imagem abaixo).

Imagem: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>

O panetone (em italiano, panettone) é originário de Milão na Itália. Milão é uma cidade, capital da província de Milão, na Região da Lombardia, norte da Itália.

Região da Lombardia e suas províncias: Milão (Milan) em verde escuro

Na Itália, a denominação "panettone" é definida pelo Decreto do "Ministero delle Attività Produttive" 22 luglio 2005.

Não se sabe ao certo, quem elaborou o primeiro panetone, mas há diversas lendas que tentam explicar o ocorrido:

1) O amor escondido de Ugo e Adalgisa
Uma lenda conta que a origem do panetone foi o amor, às escondidas, dos jovens Ughetto degli Antellari e Adalgisa. Ughetto, ou simplesmente Ugo, era tratador de falcões da corte de Ludovico Sforza (*1452;+ 1508), o Mouro, e apaixonou-se pela filha do padeiro, que se chamava Toni. A família de Ugo era contra o romance, pois a família da moça não tinha posses. O trabalho de Adalgisa na padaria aumentava devido à doença de seu pai e os negócios da família não iam bem. Não querendo ver a sua amada sofrer, Ugo conseguiu ser contratado como aprendiz na padaria. Porém, mesmo com o seu esforço, não conseguia melhorar os lucros. Ugo então resolveu roubar e vender alguns falcões de Ludovico, com o intuito de comprar manteiga para elaborar os pães. Com a nova receita, os clientes retornaram à padaria. O novo pão da padaria do Toni foi um sucesso. Dizem ainda, que na época do natal, Ugo acrescentou uvas passas e outras frutas secas à receita original, características do pão que conhecemos atualmente. O termo panetone deriva de "pão do Toni". Os negócios de Toni prosperaram, fazendo-o enriquecer. Desta forma, a família de Ugo não se opôs à união dos dois e, desta forma, Ugo e Adalgisa puderam ser felizes para sempre.

2) Sobremesa surpresa
Esta lenda também está relacionada com a corte de Ludovico Sforza, o Mouro. Diz a lenda que num banquete de Natal, após serem servidos todos os pratos aos convidados na corte, todos esperavam pela sobremesa: um bolo preparado pelo próprio chefe, receita passada de pai para filho, e que era apreciada por Ludovico. Entretanto, diante do árduo trabalho na cozinha, o precioso bolo foi esquecido no forno e acabou queimado. Desesperado, diante da repercusão que isso causaria e do temor por ter cometido a falha, o chefe começou a chorar. Toni, um humilde lavador de pratos, aproximou-se do chefe e disse que havia guardado para si um pouco da massa do bolo queimado, a qual tinha sido autorizado a acrescentar um pouco de passas, frutas, ovos e açúcar, a qual pretendia assar após o trabalho para ter algo para jantar. Perguntou se o chefe, desejaria oferecer o pão aos convidados do banquete. Desesperado e tomado por um impulso, o chefe colocou o pão no forno. Apesar da aparência simples e sem nada a perder, o chefe serviu-o aos convidados. O pão do Toni foi um sucesso, tanto que o chefe teve que repetir a receita nos banquetes de Natais dos anos seguintes e, consequentemente, essa prática passou a fazer parte do costume do povo.
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3) A irmã Ughetta, a cozinheira do convento
Outra lenda conta que o panetone foi elaborado pela irmã Ughetta, a cozinheira de um pobre convento de Milão, que juntou os poucos ingredientes que possuia, elaborando uma mistura de açúcar, ovos e uvas passas, para dar um Natal mais feliz às suas irmãs. O sucesso da receita logo espalhou-se pela cidade. As pessoas começaram a fazer doações ao convento para levar um pouco do pão para as suas casas.

4) O pão grande
O historiador Ludovico Antonio Muratori (*1672; +1750) diz que a origem do panetone é um pão grande ("pane grande"). Pão preparado na época do Natal e consumido num ritual, o qual consistia na reunião familiar em torno do fogo. Bebia-se vinho e pão era cortado em forma de cruz e também consumido por todos. Parte do pão era guardada para ser consumida no próximo Natal, caso o pão estraguasse significaria que o ano não seria bom. Este pão era chamado de "pan del ton", que significava "pão de luxo".

Além das padarias, os panetones também são fabricados por indústrias alimentícias na época do Natal. A reportagem "Do fermento à embalagem, panetone leva até 2 dias para ficar pronto; saiba como é feito" de Ludmilla Balduino, apresenta passo a passo a fabricação industrial do panetone e possui diversas fotos do processo: com certeza merece ser visitada pelos fãs mais interessador ou curiosos do pãozinho .

Panetone

Imagem: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>

A receita utilizada foi retirada do site da Fleischmann, com as seguintes modificações nos ingredientes:
-20 gramas do instantâneo seco (2 envelopes) ao invés de 60 gramas de fermento biológico fresco;
- 200 gramas de banha de porco ao invés de 200 gramas de manteiga sem sal;
- 100 gramas, e não 250, de frutas cristalizadas e 100 gramas de uvas passas e não 150: a intenção foi dividar a massa e produzir chocotone;
- 200 gramas de gotas de chocolate;
- inseri um colher de sopa de essência de panetone.

Ingredientes:
- 6 e 1/2 xícaras de chá de farinha de trigo;
- 2 envelopes de fermento biológico instantâneo seco;
- 1 e 1/2 xícara de chá de açúcar;
- 1/2 xícara de chá de leite morno;
- 200 gramas de banha de porco;
- 1 colher de café de sal;
- 4 ovos;
- 1 xícara de chá de água morna;
- 200 gramas de uvas passas;
- 200 gramas de frutas cristalizadas;
- 1 colher de sopa de essência de panetone.

Modo de preparo:
- Bater na batedeira o açúcar, os ovos e a banha, obtendo um creme. Reserve-o;
- Numa vasilha misturar o fermento, a farinha de trigo e o sal. Obs.: Não colocar em contato direto o sal e o fermento;
- Acrescentar à mistura: o creme, a água, o leite e a essência;
- Misture até incorporar todos os ingredientes. A massa é mole e pegajosa. Obs.: como pretendia fazer panetone e chocotone, dividi neste momento a massa em duas partes: uma para incorporar as frutas e as passas e a outra para incorporar as gotas de chocolate;
- Misture as frutas cristalizadas e as passas (ou as gotas de chocolate) e misture para incorporação das frutas (ou as gotas) à massa;
- Dividir a massa e colocar em formas de papel especiais para panetone. Obs: Na minha experiência, a massa não atingiu a metade da forma, porém mais de 1/3 desta;
- Deixar crescer por 4 horas, até as massas chegarem próximas às bordas das formas;
- Assar em forno a 200 graus por aproximadamente 40 minutos ou até dourar.

Observações:
- Fiz com esta receita 2 panetones em formas de 500 gramas e quatro em formas de 250 gramas (metade panetone e metade chocotone);
- Os panetones com frutas não cresceram muito no forno, ficando com quase o mesmo tamanho de antes do cozimento e não ficando com o formato de abóbada. Creio que se deva colocar mais massa em cada forma para garantir a abóbada;
- Os panetones com as gotas de chocolate demoraram mais a crescer e cresceram menos do que os com as frutas, faltando quase um terço para chegar na borda das formas, porém cresceram mais durante o cozimento e acabaram ficando com tamanhos parecidos.

O resultado é excelente, porém não dá para comparar com a textura dos panetones industrializados que usam aditivos à massa, além de usar fermentação natural. Comemos alguns aqui em casa e distribuimos a maioria... Já repeti a receita mais duas vezes, alterando algumas "coisinhas", mas o resultado sempre foi muito bom... mas isso dá outra história.

Seguem os links para os sites que ajudaram substancialmente na elaboração desta postagem:
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Cervejas Amsterdam

Imagem: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>


Degustei, ao longo de novembro e dezembro de 2008 (não sei precisar as datas), três cervejas holandesas Amsterdam, produzida pela Royal Grolsch Brewery, na cidade de Enschede, Holanda. Estas são cervejas do estilo "Malt liquor" (licor de malte), classificada pela BJCP como cervejas especiais (BJCP: 23. Specialty Beer).


Os três tipos que degustei foram:
  • Amsterdam Explorator, com 6,8 % de álcool;
  • Amsterdam Navigator , com 8,4 % de álcool;
  • Amsterdam Maximator, com 11,6 % de álcool.




A que mais me agradou foi a Explorator, por parecer uma cerveja pilsen "brasileira": cor dourada, espuma com boa durabilidade.


Imagem: <http://hummcerveja.blogspot.com/2008/04/amsterdam-navigator.html>

Na Navigator, apesar desta possuir bastante sabor de álcool e açúcar, é possivel sentir algum sabor de malte. Não a achei saborosa. Na verdade, achei-a ruim: muito alcóol e açúcar: cor dourada, com boa espuma.

Imagem: <http://hummcerveja.blogspot.com/2008/07/amsterdam-maximator.html>

A Maximator tem ainda mais sabor de álcool e açúcar, não dá pra sentir outro sabor: cor âmbar com boa espuma. Não consegui terminar com os 500 ml da latinha. Cometei com alguns colegas, que a Maximator parecia Martini Rosso, só que com muito mais álcool...

As latinhas são bem bonitas, charmosas, são douradas nas extremidades... as cervejas com boa espuma, mas o sabor é que não me agrada... Descobri que não sou fã do estilo!!

Estava com dúvida em publicar ou não esta postagem, pois é um pouco chato fazer comentários desagradáveis, ainda mais quando o assunto é cerveja.
Entretanto, antes do Natal, estava num supermercado da grande Florianópolis, namorando as cervejas no estande, quanto percebi ao meu lado, um freguês com duas Navigator (8,4 %) no colo. Ele ainda revirava as cervejas Navigator da prateleira, buscando ver algo escondido... Primeiro pensei que ele estava de olho na validade dos produtos e que buscava as com maior validade...


Eu me contive para não dizer a minha opinião sobre a Navigator... Para quem me conhece, sabe que é difícil não falar o que penso no mesmo instante. Porém, com muito esforço (muito esforço mesmo), nada falei.

De repente, o freguês, creio que meio encabulado por estar revirando a prateleira (ele já havia manipulado todas as Amsterdam da prateleira), comenta que aquela era uma das melhores cervejas que ele já havia tomado e que estava em busca da melhor Amsterdam que conhecia(adivinhem qual?) , a Maximator.

Levei um susto e fiquei aliviado. Lhe disse, então, que estava me segurando para não comentar a minha experiência frustada com as Amsterdam, pois não havia gostado dos produtos.


Ficamos conversando e ele em nada concordou com as minhas opiniões. Terminamos a conversa com duas certezas:
  • Gosto é gosto, é algo particular e não se discute;
  • A opinião alheia pode ser uma barreira a novas experiências, ceifando previamente qualquer possibilidade de experimentação.
Escrevendo sobre esta postagem, pesquisei no google algo sobre cervejas Amsterdam. Encontrei a opinião do blog Hummcerveja sobre a Maximator, que não é nada diferente da minha, e sobre a Navigator e sobre a Explorator. Também encontrei a opinião do blog Doctor Beer, que é mais sutil e a classifica a Maximator como enjoativa.

Mais detalhes sobre esta postagem, favor consultar os links abaixo:
Bem, viva a diferença!! Experimentem as Amsterdam e tirem as suas próprias conclusões... Comentário são e serão bem-vindos.
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sábado, 27 de dezembro de 2008

Pão de Queijo com Queijo Prato e Parmesão

Imagem: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>

A receita é a mesma da postagem Pão de Queijo com Provolone e Parmesão, com exceção do queijo provolone que foi substituído pelo queijo prato.

Imagem: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>
O resultado: um pão de queijo bem saboroso. Estou começando a acreditar que utilizando qualquer queijo, desde que percebasse o seu sabor no produto final, é possível elaborar bons pães de queijo.
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Pão de Queijo com Queijo Prato e Parmesão

Imagem: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>

Ingredientes:
- 5 xícaras de chá de polvilho azedo (cerca de 500 gramas);
- 1 xícara de chá de óleo de soja;
- 1 xícara de chá de água;
- 1 xícara de chá de leite;
- 1 colher de sopa de sal;
- 5 ovos;
- 3 xícaras de chá de queijo prato ralado (cerca de 300 gramas);
- 1 pacote de 50 gramas de queijo parmesão ralado;
- Óleo de soja para untar as mãos e forma(s);

Modo de preparo:
- Coloque o polvilho numa vasilha e reserve;
- Numa panela, mexa até ferver, o óleo, a água, o leite e o sal;
- Despeje a mistura fervente ao polvilho, escaldando-o, misturando até homogeinizar a massa;
- Incorpore à massa os ovos, um de cada vez;
- Incorpore os queijos, homogeinizando todos os ingredientes;
- Unte as mãos com óleo de soja e modele os pães em forma de bolinhas;
- Coloque os pães na(s) forma(s) previamente untada(s) com óleo;
- Asse em forno preaquecido a 180 graus por quarenta minutos, ou até ficar dourado.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Bolacha


Imagem: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>


Ganhei de presente do meu ilustre amigo, Raphael Tonera, uma Bolacha, cuja foto ilustra o início desta postagem. Obrigado pelo grandioso presente, Rapha!!

A Bolacha foi trazida da cidade de Alegrete, estado do Rio Grande do Sul, por parentes do Raphael.

Imagem: Google Earth



Em agosto, fiz a postagem Bolacha (Galleta) , na qual mostrei um produto panificável que havia ganho do Léo, proveniente da cidade de Santana do Livramento, também do estado do Rio Grande do Sul, na divisa com o Uruguai. O interessante é que Livramento, emancipou-se de Alegrete em 1857, segundo o site Raízes do Sul. E, segundo Google Maps, somente 177 quilômetros separam as duas cidades gaúchas (conferir no mapa acima).

Apesar dos dois produtos terem a mesma denominação, eles não possuem a mesma forma. O sabor é parecido: gosto pão de trigo torrado.

Imagem: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>

A Bolacha desta postagem é formada por três retângulos sobrepostos que sofreram uma dobradura de dois, resultando em três retângulos dobrados ao meio. Entretanto, se observarmos bem a foto, veremos que cada um destes retângulos é elaborado com um tipo de massa folhada, o que confere um aspecto peculiar ao produto.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Grissini com Parmesão

Fonte: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>

O Grissini (Grissino em italiano e breadstick em inglês) é um pão típico da região de Piemonte na Itália.
Piemonte é localizada no noroeste italiano e é subdivida em 8 províncias. A cidade de Turim é capital da região de Piemonte e também da província de Turim (Torino em italiano) (Wikipedia, 2008a).
REGIÕES DA ITÁLIA (REGIÃO DE PIEMONTE EM DESTAQUE)

PROVÍNCIAS DA REGIÃO DE PIEMONTE Fonte: http://it.wikipedia.org/wiki/File:Piedmont_Provinces.png
O nome grissini vem de "grissia" ou "gherssa" (do dialeto piemontês), um pão típico alongado e estreito, parecido com as baguetes francesas (Prodottitipici.com).

Existe dois tipos de grissini: o Rubatà e o Stirato.


O Grissini Rubatà

O Grissini Rubatà é um grissini elaborado esticando-se uma tira de massa sobre a mesa, utilizando-se a palma da mão para comprimí-la, obtendo um cilindro de diâmetro pequeno. Rubatà, no dialeto piemontês, deriva de "Robat", um equipamento agrícola que possuía um cilindro de madeira utilizado para comprimir a terra.

Este Grissini é típico das cidade de Chiere e Andezeno, ambas da província de Turim, e da cidade de Monregalese, da província de Cuneo, e caracteriza-se por ser feito manualmente com cerca de 40 centímetros de comprimento (Prodottitipici.com; Wikipedia). O Grissini Rubatà de Chieri faz parte da lista de produtos alimentares tradicionais italianos do Ministério da Agricultura, Alimentação e Florestas da Itália e é mais antigo que o Grissini Stirato (Wikipedia).

O Rubatà tem sabor de pão, cor pálida-dourada e tem numerosas marcas de dedos, fruto do processo manual de fabricação (Regione Piemonte).


O Grissini Stirato


O Grissini Stirato, como o nome diz (em português, ESTIRADO), é um grissini fabricado puxando-se a massa, que é muito elástica e maleável, com as mãos, utilizando o movimento de abrir os braços, ESTIRANDO ou ESTICANDO a massa. Estes grissinis geralmente tem aproximadamente uma braça de comprimento, cerca de 1,5 metro. O Grissini Stirato é típico do Vale do rio Lanzo, da cidade de Turim, da região de Canavese, e da cidade de Pinerolese, todos na província de Turim (Prodottitipici.com).

Este Grissinio tem cor dourada, delicioso aroma e sabor delicado. É extremamente frágil, muito crocante e possui buracos internos (Regione Piemonte, 2008).


PROVÍNCIA DE TURIM


A história do Grissini
O nascimento do grissini deve-se a prescrição médica de Baldo Pecchio ao duque de Sabóia, Vittorio Amedeo II, que quando criança sofria de intoxicação alimentar. Baldo Pecchio solicitou ao mestre padeiro da Corte, Antonio Brunero, que produzisse um pão fino, muito bem cozido (cozido duas vezes), para a eliminação dos microrganismos existentes na massa. A inspiração de Baldo Pecchio foram os "pequenos güersas" ou "ghersinis" que sua mãe elaborava quando ele era também criança e sofria de problemas intestinais semelhantes. Vittorio Amedeo foi curado com o consumo de grissinis, tornando-se o primeiro rei de Sabóia em 1713 (Comune di Torino; Associazione Panificatori di Turino; Eko).


Outras curiosidades:
- O grissini também era apreciado por Napoleão Bonaparte que o denominava "Le petit baton de Turin" (Comune di Torino; Associazione Panificatori di Turino; Eko), cuja tradução é "o pequeno bastão de Turin";
- Receitas de Grissini com azeite, com gergelim, com parmesão, disponíveis em : http://www.bio-eko.it/ita/ricette.html;
- Vídeo "Lavorazione Artigianale - Specialty " em italiano, mostrando a produção de Grissini Stirato à mão na Panetteria Demartini Mauro, de Turim.


Grissini com Parmesão
Fonte: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>
A receita original é do Curso de Panificação do CEFET/SC, porém com proporções alteradas.
Ingredientes:
  • 6 e 1/4 xícaras de chá de farinha de trigo;
  • 1 colher de sopa de açúcar;
  • 1 envelope de fermento biológico seco instantâneo;
  • 1 colher de sopa de sal;
  • 2 xícaras de água morna.
  • 5 colheres de sopa de azeite de oliva;
  • Queijo parmesão ralado para polvilhar.
Modo de preparo:
  • Misture a farinha, o açúcar, o fermento e o sal. Obs.: Não colocar o sal em contato direto com o fermento;
  • Incorpore a água;
  • Acrescente o azeite e homogenize a massa;
  • Sove a massa, até obter o ponto de véu (garantia do desenvolvimento do glúten);
  • Deixe a massa descansar até dobrar de volume;
  • Corte pedaços da massa e estique-os utilizando as palmas das mão, elaborando rolinhos (cilindros) com aproximadamente 40 centímetros de comprimento e 1 centímetro de diâmetro;
  • Polvilhe o queijo parmesão ralado, observando para que a aderência seja homogênea ao longo de todo o grissini;
  • Pode-se enrolar os grissinis para obter um aspecto espiral (eu fiz o "enrolamento");
  • Disponha-os em assadeira;
  • Asse-os a 280 graus por aproximadamente 15 minutos. É necessário virá-los durante o cozimento para homogeneizar a aparência.
O resultado foi muito bom. Os grissinis ficaram crocantes, saboros e com gosto de pão francês. Os grissinis que elaborei utilizaram técnica semelhante à do Rubatà. Agora se o gosto é igual, sinceramente, não sei.

sábado, 29 de novembro de 2008

Pãezinhos com Orégano


Imagem: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>

Segue a primeira experiência na panificação da nova geração aqui de casa. A empreitada ocorreu no último dia das crianças (12/12/2008), após o presente recebido: uma batedeira de brinquedo movida a pilhas. A "padeirinha" adorou o presente e logo colocou a mão na massa.

Imagem: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>


Imagem: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>

Pãezinhos com Orégano (de brincadeirinha!!)

Imagem: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>

Ingredientes:
- Um pouco de farinha de trigo;
- Um pouco de água;
- Um pouquinho de sal;
- Um pouquinho de orégano.

Modo de preparo:
- Bata todos os ingredientes na batedeira;
- Unte forminhas de pãezinhos de mel (também pode ser de empadas);
- Distribua a massa nas forminhas;
- Asse no forno a 220 graus por 30 minutos ou até dourar .
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Chope Tonera Pilsen

Imagem: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>
O ilustre Raphael Tonera nos brindou no último churrasco do pessoal do serviço com um barril de chope Tonera Pilsen. Ninguém quis saber das "Novas Skins" que levamos.

Imagem: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>

O sabor, o aroma, a cor... Os amigos, o chope, a conversa...O chope estava tão bom, mas tão bom, que nem lembramos de comer o churrasco. Não era pra confessar que bebemos (bebi) muito mais que comemos (comi).

Imagem: Dos autores do blog <www.paoecerveja.blogspot.com>

A propósito, o cardápio era: churrasco, PÃO e CERVEJA. E nem poderia ser diferente!!

O que mais me agrada no chope Tonera Pilsen, que o Raphael insiste em dizer que está fora do estilo, é o toque frutado que ele possui, lembrando um chope ALE. E como adoro cervejas do estilo ALE, o chope Tonera Pilsen, mesmo desrespeitando "um pouquinho" o estilo Pilsen (ainda bem!!), é excepcional.

Parabéns, Rapha, pelo maravilhoso chope. E viva a cerveja artesanal!!
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sábado, 15 de novembro de 2008

Oktoberfest 2008

Imagem: http://www.guiasaojose.com.br/novo/coluna/imagens/catalogo/Baner-Oktober-2008.gif

A minha última Oktoberfest havia sido em 1996, a 13a. edição da festa. Há 12 anos atrás... esse tal de "tempo" passa rápido...

A Oktoberfest é uma festa típica alemã que acontece todos os anos no mês de outubro, na simpática e charmosa cidade de Blumenau, localizada a 140 km quilometros de Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, Brasil.
Imagem: Google Earth

Comparando a "Oktober" 1996 com a "Oktober" 2008 (25a. edição), percebemos que a festa cresceu em tamanho, em organização, em "gente" e, o melhor de tudo, na diversidade de cervejas e chops a serem degustados...

Confesso que em 96, eu não conhecia nada de cerveja. Confesso também que continuo ainda não conhecendo, mas estou me esforçando. E acreditem, é um enorme "sacrifício"!!!

A minha intenção na Oktober 2008 era degustar cervejas e chopes que eu nunca havia bebido. Mas não resisti e acabei bebendo um já conhecido: o chope Weizenbier da Eisenbahn!!

Como a visita à Oktober 2008 ocorreu no dia 25/10 após o Workshop da ACervA realizado em Pomerode (cidade vizinha à Blumenau), e, naquelas alturas, a "concentração alcóolica residual" já era razoável, não pude degustar tudo o que ainda não havia bebido, até porque seria humanamente impossível (creio eu??!!), visto que mais de 40 tipos diferentes de "cervejas" eram oferecidos na festa. Mas sou otimista: ano que vem, eu tento de novo!!

Na Oktober 2008, foram "oferecidos" aos visitantes chopes e cervejas produzidos e comercializados pela Brahma (patrocinador oficial) e por cervejarias artesanais de Santa Catarina: a Eisenbahn, a Bierland, a Wunder Bier (ambas de Blumenau), a Das Bier (da cidade de Gaspar), a Zehn Bier (da cidade de Brusque) e a Schornstein (da cidade de Pomerode). Esta última, palco do Workshop da ACervA, comentado no parágrafo anterior.

O que degustei, gostei:
1) Chopp Zehn Helles Bock
Tipo: Lager
Estilo: Helles Bock (BJCP 5A)
Cervejaria: Zehn Bier
Origem: Brusque - Santa Catarina

Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com

2) Chopp Opa Porter
Tipo: Ale
Estilo: Porter (BJCP 12)
Cervejaria: Opa Bier
Origem: Joinville - Santa Catarina
Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com

3) Chopp Eisenbahn Weizenbier
Tipo: Ale
Estilo: Weizenbier (BJCP 15A)
Cervejaria: Eisenbahn
Origem: Blumenau - Santa Catarina

Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com

4) Cerveja Eisenbahn Oktoberfest
Tipo: Lager
Estilo: Oktoberfest (BJCP 3B)
Cervejaria: Eisenbahn
Origem: Blumenau - Santa Catarina

Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com

5) Cerveja Eisenbahn 5
Tipo: Lager
Estilo: Vienna (BJCP 3A)
Cervejaria: Eisenbahn
Origem: Blumenau - Santa Catarina

Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com
Foi um dia, ou melhor, uma noite etílica excepcional... fechando o 25/10, que foi agradabilíssimo, com chave de ouro: viagem, conheci Pomerode, aprendi a fazer cerveja, aprendi mais sobre estilos de cerveja, visita à Cervejaria Schornstein, retorno à Oktober, boa companhia (Eliane, Rapha e Ju, os ilustres integrantes da ACervA), excelentes cervejas... Que venha a Oktober 2009.