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domingo, 18 de julho de 2010

Cervejas escuras: elas são mesmo as rainhas do frio?

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Segue o link da postagem "Cervejas escuras: elas são mesmo as rainhas do frio?", elaborada pela revista Casa e Jardim da Editora Globo, texto de Dagmar Serpa e fotos de Ricardo Corrêa.
 
A postagem trata do consumo de cerveja preta, abordando a falta de conhecimento dos consumidores brasileiros em relação aos tipos de cerveja, informando ainda que a doce Malzbier (sinônimo de cerveja preta no Brasil) não é o único estilo de cerveja escura existente, como bem ilustram os dizeres abaixo:

" Ora elas são acusadas de doces demais, ora exatamente do oposto, amargas demais. Em outras vezes, as cervejas escuras são apontadas como muito fortes e, portanto, adequadas só para aquecer no inverno. Acontece que nenhuma das alternativas anteriores é 100% correta. Mas, no país em que loira é sinônimo de cerveja, fica até fácil entender por que nascem tantas generalizações: falta conhecimento de causa."

"Entretanto, se a maioria nunca foi além da loira gelada, como pode saber o que há no campo das morenas? A verdade é que há de tudo, não só exemplares da docinha Malzbier, a cerveja escura mais popular por aqui, ou a seca e encorpada Guinness, irlandesa que é uma das marcas mais famosas do planeta."

A postagem ainda faz um resumo sobre os tipos de cerveja (Lager, Ale e Lambic) e apresenta comentários sobre experts em cerveja no Brasil, dentre eles, o chef Edu Passareli e a sommelier Cilene Saorin.

Vale a pena conferir! Obrigado, Cris, pelo envio da matéria.
Fica registrada a sugestão de leitura.
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terça-feira, 29 de junho de 2010

Fazendo cerveja em casa...


 
 Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

Há alguns anos aprendi a degustar outros tipos de cerveja, que não o tradicional "pilsen brasileiro" do dia-a-dia. 

Há alguns anos também, o meu ilustre companheiro de blog Raphael Tonera, elabora deliciosas cervejas dos mais variados estilos, porém nunca me imaginei fazendo cerveja. Contentava-me a degustar!

 Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

No final de 2008, o Sandro, um amigo em comum influenciado pelo Tonera, convidou-me a elaborar cerveja com ele, cujo convite declinei imediatamente. Entretanto, a amizade que nutro pelo ilustre colega me fez repensar sobre o assunto e acabamos firmando uma sociedade.

Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

Os primeiros equipamentos foram adquiridos/construídos no primeiros meses de 2009: panelas, moedor, resfriador, maturador, fermentador... a nossa primeira aquisição foi um post-mix (barril de inox usado para armazenar a cerveja), o qual ainda não utilizamos até hoje... até porque engarrafamos as cervejas que produzimos.

A primeira brassagem (processo de cozimento do malte) aconteceu no dia 23/05/2009, acompanhada pelo Raphael Tonera, com a elaboração de uma receita de sua autoria: uma American Pale Ale.

De lá para cá, já foram 13 elaborações todas do tipo ALE (cervejas de alta fermentação): Blond Ale (4 vezes), Dubbel, Witbier, Weizen, Dunkel Weizen, American IPA, American Pale Ale (2 vezes), Brown Porter e American Ambar Ale (Red Ale). 

Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

Nosso equipamento fabrica cerca de 40 litros por processo, o que gerou neste um ano de cervejaria aproximadamente 500 litros do precioso líquido (40 litros/mês). As cervejas que fazemos, sem falsa modéstia, são muito boas (eu queria escrever excelentes, pois é impossível falar mal dos nossos filhos), provando que qualquer pessoa, mesmo sem grande experiência, consegue elaborar cervejas com excelente qualidade.

Pecamos ainda é na reprodução dos estilos, seja pela inexperiência, seja pela falta dos ingredientes corretos ou pelo método de elaboração. Os cervejeiros caseiros gostam de reproduzir estilos consagrados, o que estamos aprimorando a cada elaboração.

A foto que abre esta postagem é o fruto da primeira elaboração, a American Pale Ale, receita do Raphael Tonera, a qual publicaremos futuramente.

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sábado, 19 de junho de 2010

ACervA Catarinense elege nova diretoria e novo conselho

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No dia 29/05/2010, a ACervA Catarinense elegeu a sua nova diretoria e os seus novos conselheiros numa Assembléia Geral, conforme prevê o estatuto da instituição, realizada nas dependências do Galpão Tio Zico em Florianópolis. 


 
 
Na ocasião, os sócios da ACervA Catarinense também receberam as suas carteirinhas e exerceram, democraticamente, o seu direito de voto.

 
Agradecemos à diretoria e aos conselheiros anteriores pelo excelente trabalho e desejamos boa sorte aos novos diretores e aos novos conselheiros, que tem a responsabilidade de alcançar resultados ainda melhores do que a gestão anterior, promovendo e incentivado a cultura cervejeira no Estado de Santa Catarina e, principalmente, integrando todas as regiões.
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domingo, 9 de maio de 2010

Excursão para o 5o. Encontro Nacional da Cerveja Artesanal




Segue convite da AcervA Catarinense para Excursão para o 5o. Encontro Nacional da Cerveja Artesanal, que será realizado em Porto Alegre:

"A ACervA Catarinense convida a todos os cervejeiros e entusiastas para participarem das festividades do V Concurso Nacional das ACervAs e seus eventos paralelos,  nos dias 3, 4, e 5 de junho de 2010 em Porto Alegre-RS, organizado pela ACervA Gaúcha (www.acervagaucha.com.br).
Para facilitar o deslocamento dos cervejeiros de Santa Catarina, a ACervA Catarinense está organizando uma excursão, que contará com a já famosa chopeira.
Clique aqui para maiores informações e para participar".
 
Para que quiser participar, reitero, favor acessar o site da AcervA Catarinense para obter maiores informações.
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quarta-feira, 5 de maio de 2010

5o. Encontro Nacional da Cerveja Artesanal


Nos dias 3, 4 e 5 de junho ocorrerá em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, o 5o. Encontro Nacional da Cerveja Artesanal, promovido pela AcervA Gaúcha (Associação dos Cervejeiros Artesanais do Rio Grande do Sul).

Conforme a programação, haverá nos dias:
  • 3/6: Brassagem (moagem de malte, mosturação, filtragem e início do processo de fermentação da cerveja) coletiva e confraternização;
  • 4/6: Seminários técnicos em produção de cerveja;
  • 5/6: Festa da cerveja artesanal. 
Mais detalhes, inscrições e reserva de convites, favor acessar o link do evento.
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sexta-feira, 30 de abril de 2010

La Ronda #23: Reclamos Cerveceros ("Reclamações Cervejeiras")

O Pão e Cerveja foi convidado por Galapagos do blog Logia Cervecera para participar da “La Ronda #23: Reclamos cerveceros.”, traduzindo, “A rodada #23: Reclamações Cervejeiras”.

A “La Ronda” é uma questionamento proposto a diversos blogueiros, a maioria de língua espanhola, sempre sobre um tema cervejeiro. Gracias por la invitación, Galapagos.

A questão da Ronda #23 é a seguinte:

Que actitud tomar cuando uno va a un bar y desembolsa una buena cantidad de dinero para disfrutar una buena cerveza y lo que le sirven no está en buen estado? O bien no es el producto que uno jura y recontra jura que venía tomando y ya no es lo mismo? Reclamamos? Nos quejamos? Hacemos tripas corazón y nos tomamos hasta la última gota jurando nunca más volver pero sin decir palabra alguna? Y en caso de que uno se haya quejado... como fue la reacción del lugar? Nos cambiaron la cerveza por una que si estaba bien? Nos dijeron que es lo que hay y a otra cosa? Nos dieron explicaciones raras de por que la cerveza debería ser así?

Eu geralmente bebo as minhas cervejas em casa. Raramente, saio de casa com o intuito de beber cerveja. Logo, as questões propostas pelo Galapagos nunca aconteceram comigo, mas não descarto a possibilidade de acontecer, ou seja, tomar uma cerveja com problema.

Posso falar com propriedade em relação às cervejas que bebo em casa. Raramente também, alguma não apresenta as características organolépticas (aroma, sabor) apropriadas. Das diversas cervejas que já bebi,  e não foram poucas, de marcas e estilos diferentes, me recordo de três que apresentaram problema.

Entretanto, é dicífil muitas vezes dizer se o problema está com a cerveja ou com o degustador, pois nem sempre estamos pré dispostos a beber cerveja ou os nossos sentidos (visão, olfato e paladar) na degustação não estão funcionando direito... Saber das suas limitações na hora da degustação não é uma tarefa fácil. Quem garante que o degustador não está na eminência de desencadear um resfriado? Neste caso, olfato e paladar ficam seriamente comprometidos.

Voltando  às três cervejas com problema que degustei: 
  • Duas (uma Belgian Dark Strong Ale, uma Porter) apresentavam sabor e aroma acéticos (gosto e aroma de vinagre);
  • Uma apresentou problema na carbonatação (uma Dry Stout), não fazendo muita espuma (se comparado à mesma cerveja bebida em outra ocasião) quando colocada no copo.
Reclamar? Não reclamei... Somente bebi...
E para quem me conhece, sabe que não tenho pudores em relação à reclamação. Mas o que falar aos funcionários do supermercado aonde comprei as cervejas? Mesmo que eu colocasse a cerveja de volta na garrafa ou lata, como mostrar ao funcionário a contaminação acética e a falta de espuma ? E aonde encontrar o ticket ou cupom fiscal para a comprovação da compra no supermercado?

Creio que a degustação realizada num bar, in loco, aonde os atores estão todos em cena (cerveja, consumidor e fornecedor) autenticaria a reclamação. Seria "a prisão em flagrante" da contaminação e da carbonatação. E neste caso, senhores, temos que reclamar sim, pois temos os nossos direitos como consumidores. Até porque, geralmente, estas cervejas não custam pouco. E pagar por uma cerveja cara com problema, ninguém merece!!
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quarta-feira, 10 de março de 2010

La ronda #22: Espantos Tempranos ("Sustos Prematuros")



O Pão e Cerveja foi convidado pelo Pviní Filosof para participar da “La ronda #22: Espantos Tempranos”, traduzindo, “A rodada #22: Sustos Prematuros”. 

A “La Ronda” é uma questão proposta a diversos blogueiros, a maioria de língua espanhola, sempre sobre um tema cervejeiro. Gracias por la invitación, Pviní Filosof.

A questão da Ronda #22 é a seguinte:

“Cuál fue la cerveza, o tipo de cerveza, que al probarla por primera vez no les gustó para nada? Cuál fue su reacción en aquella oportunidad? Y cuánto tiempo tardaron en volver animarse a probarla y en qué circunstancias?”


A cerveja que comprei e me decepcionei foi a Wernesgrüner Pils Legend, uma legítima German Pilsener (BJCP, 2A), a minha primeira German Pilsener.
Acostumado com as “Pilsen brasileiras”, que na verdade são Lite American Lager (BJCP,1A) ou Standart American Lager (BJCP,2A), a German Pilsener assustou: era muito malte, mas também muito, muito lúpulo...



Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

Naquela ocasião, o amargor do lúpulo era quase insuportável, horrível... Disse a mim mesmo que nunca mais compraria...

Comparei-a na época, a sensação que eu tinha com quando bebi a Heineken pela primeira vez, uma Premium American Lager (BJCP, 1C): gosto de chá de boldo!!

Creio que a descoberta não prazerosa da Wernesgrüner ocorreu lá por 2003, 2004...

Depois disso, muitas cervejas passaram... Outras German Pilsener (König Pilsener, Bitburger...), outros estilos mais amargos, outras Wernesgrüner... (acabei comprando de novo!!)... E, sinceramente, não sei como e nem quando, descobri que meu gosto havia mudado... Não sei dizer quanto tempo levei para voltar a bebê-la... Aconteceu... Mas, com certeza, alguns anos se passaram...

A sensação ocorreu com outras cervejas também... no início decepcionantes, depois excelentes. O contrário também é verdadeiro, no início excelentes, depois não tão excelentes assim...

Observamos que uma cerveja intragável passa a ser deliciosa com o passar do tempo, ou ao contrário, de deliciosa a uma cerveja sem muito brilho!

Creio que a experiência, a persistência, o tempo e a mente livre de preconceitos sejam as chaves para a mudança de paladar. Logo, creio que é possível sim, mudar nossos conceitos. Com certeza, reconstruímos dia-a-dia, as nossas preferências em relação à cerveja.  Será que é só com a cerveja?
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Aviso aos participantes do 3o. Concurso Mestre Cervejeio Eisenbahn



Para os cervejeiros de plantão que irão participar do 3o. Concurso Mestre Cervejeiro Eisenbanh segue o recado publicado no site da cervejaria:

“Futuros Mestres Cervejeiros, para quem se inscreveu neste concurso até 09/01/2010, conforme regulamento, e não recebeu a carta de instrução / inscrição, por favor, envie um e-mail para atendimento@eisenbahn.com.br solicitando-a, com o nome completo e e-mail. Obrigado.”

O recado está dado!! Lembrando que o concurso será no dia 30/03/2010 e as garrafas com as preciosas cervejas devem ser encaminhadas até 5 dias antes do julgamento, conforme as regras do regulamento.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Bock III - O Desafio Supremo

Nada como começar uma postagem com um título de peso hein!
Como todos já devem ter acompanhado, há algum tempo que me dedico a fazer cervejas do estilo Bock e suas "variações", por ser um dos meus estilos favoritos.
Esses estudos e testes que fiz, me renderam o 3° lugar na categoria Traditional Bock no IV Concurso Nacional de Cervejas Artesanais, ocorrido no Rio de Janeiro, no mês de outubro. Fiquei muito contente com a colocação, pois afinal de contas, eu fiz a minha Bock para o meu paladar e não especificamente para o concurso.

Mas voltando ao título do post, resolvi fazer uma (ou duas) Bock mais >Extrema< : uma DoppelBock e uma Eisbock. Sempre tive vontade de fazer uma DoppelBock (que em Alemão significa "Bock Dupla" por ser uma Bock com mais malte e álcool), mas por problemas de espaço (pois a fermentação é longa), ainda não tinha feito. Em uma visita ilustre na minha casa, estavam o grande Mestre-Cervejeiro Cláudio Zastrow e o nosso ilustríssimo cervejólogo (ou seria zitólogo?) e parceiro Feijão do portal Obiercevando conversando sobre os estilos que gostaríamos de fazer um dia. E o feijão falou de uma tal de Eisbock que eu realmente desconhecia. Aquilo acabou soando como desafio para mim e coloquei na minha lista de próximas bateladas. Agora todo ano eu e o Feijão brincamos: Qual o desafio para este ano? Bom, isto vai ter um post no ano que vem.

Então para fazer a leva, fiz a receita da DoppelBock e depois de fermentada partiria em duas.
Como minha leva é de 20 litros iria sobrar pouca cerveja para dividir. Por isso, peguei a panela emprestada do Max "Traíra" Prujanski que é um pouco maior e eu conseguiria fazer 30 litros. A quantidade de malte era tão grande que olha só como ficou a panela na brassagem.

Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

Só para reforçar e variar, eu fiz decocção. Para as minhas cevejas, Bock sem decocção não é bock (hehehe). Mas eu ainda não expliquei o porque dos 30 litros. Na fermentação, que ocorreu em um pouco mais de 1 mês, o fermento trabalhou com os 30 litros juntos. E foi depois da fermentação que o processo diferencia: 15 litros vai para a maturação para virar uma DoppelBock e os outros 15 litros vai virar a tal de EisBock.

Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

Mas o que é esta tal de EisBock? EisBock é basicamente uma DoppelBock que passa processo "ICE", ou seja, a cerveja é submetida a temperaturas negativas onde é retirado o gelo que fica na superfície, ficando mais concentrada (tanto o sabor quanto o álcool).
Com alguns problemas e muito trabalho, pois não tinha habilidade no processo de congelamento e retirada da cerveja, consegui finalizar os processos e engarrafei a DoppelBock e a EisBock sem refermentação na garrafa (usando o BeerGun. É, enfim consigo usar bem o bicho).

Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

A DoppelBock ficou com 9,2% ABV e de acordo com meus cálculos a Eisbock ficou com seus 10,5% ABV. O que posso falar das cervejas, é que ficaram realmente maravilhosas, pricipalmente a "Ice"! Consegui retirar em torno de 1,8 litros de gelo, ficando bem licorosa, alcoólica mas com ótimo "drinkability". O meu objetivo era atingir 11,5% ABV, mas creio que melhorando os meus processos eu chegarei lá.

Quem estiver em Floripa, me avise pois ainda tenho algumas unidades para degustar-mos, pois algumas vou guardar para acompanhar o envelhecimento.
E eu ainda fiz uma "Rauch-Bock" esses tempos. E com isso, termino a minha saga, com ótimas cervejas e aprimoramento dos meus processos.
Depois dessa "loucura" toda, achei legal o título do post!

domingo, 29 de novembro de 2009

As piscinas de cerveja da Cervejaria Starkenberger

Há alguns meses recebi um e-mail (mais uma vez, obrigado, Eliane!) com um link para uma reportagem “Spa oferece piscina de cerveja para hóspedes” da Globo.com, dentro do editorial “Planeta Bizarro”. Tratava-se, a princípio, de um spa que possuía piscinas de cervejas para fins terapêuticos. Perguntei-me: o que tem de bizarro nesta reportagem? De bizarro eu não sei, mas estranho é a reportagem nada mencionar sobre o nome do estabelecimento. Limita-se a dizer que é na Áustria. E após a leitura sobre o que descobri do lugar, pode-se perceber que não se trata de um spa, pelo menos dentro do meu conceito sobre o assunto...

A curiosidade sobre o lugar e qual cerveja estava na piscina, fez-me observar o nome “Starkenberger” na primeira foto que ilustra a reportagem (a mesma foto que ilustra esta postagem, logo abaixo), em duas malas atrás dos “hóspedes”. Tive que baixar a foto e dar um zoom para conseguir ler. Não foi muito fácil. Com a pista na mão, fui ao google em busca da informação. Acabei encontrando a postagem "Para bom bebedor" do blog Morfina que comenta sobre o assunto e que me levou ao site “Bierschwimmbad”, traduzindo, “piscina de cerveja”.





O site Bierschwimmbad traz informações sobre as piscinas (sete piscinas de 4 x 4 metros) e como fazer reservá-las, além de mostrar atrativos sobre o banho etílico. Eles oferecem dois pacotes aos visitantes: Beer pool: aluguel de uma piscina por 2 horas, por 135 euros, aonde cabem 4 pessoas; Beer pool plus: o mesmo Beer Pool, mais 4 euros por pessoa, o que dá direito a biscoitos de cerveja, patê de carne e uma garrafa da genuína cerveja Starkerberger.

Era o que eu queria, descobrir a origem da cerveja! E com confirmação do nome da cerveja, fui em busca da cervejaria.



Acabei descobrindo que a cerveja é produzida pela cervejaria de mesmo nome, ou seja, Starkenberger.

A cervejaria Starkenberg criou 2005 o conceito “Beermythos”, uma espécie de empreendimento turístico que combina um castelo medieval 700 anos com a moderna cervejaria Starkenberg. Para maiores informações acessar: A new theme world in Tyrol - the myth of the beer the Starkenberger castle.
A cervejaria está localizada na cidade de Tarrenz, no distrito de Imst, no estado do Tirol, no oeste da Áutria.


É no castelo Starkenberger que produzem a cerveja desde o início do século XIX. O castelo está aberto à visitação, para usufruto dos seus 4.000 metros quadrados.





Numa turnê pelo castelo, que promete um mergulho no mundo da cerveja, abordando fatos interessantes e os benefícios da bebida no corpo e na mente, além da apreciação arquitetônica medieval, os visitantes percorrem desde a torre até os porões e apreciam as etapas de produção da cerveja. O “Beermythos” está aberto de terça a domingo, inclusive feriados, para visitação, das 10:30 às 15:30 horas.





Acabei entendendo que as piscinas de cerveja fazem parte do “Beermythos”. Sendo um atrativo a mais para os visitantes.

Pode-se também alugar o “Hall The Knights”, traduzindo “salão dos cavaleiros” do castelo (ver figura abaixo) para a realização de eventos noturnos de até 120 pessoas. Eles também informam que podem preparar o ““Hall The Knights” sem as cadeiras, para que os convidados possam jantar no melhor estilo romano, ou seja, deitados sobre o chão.



Eles também alugam o "Beermythos" para eventos em geral: casamentos, aniversários, festas... A propriedade possui lago, capela... O preço do aluguel do castelo e de suas partes, não estão no site.






O site da cervejaria apresenta a história da cervejaria e os nove tipos de cerveja que fabrica: cervejas lager (claras, escura, com limão, sem álcool) e cervejas de trigo clara e escura. A cervejaria se orgulha por ser a cerveja mais premiada da Áustria, como pode-se ler na homepage da cervejaria: “Österreichs meist prämiertes Bier”.

Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja - Montada a partir das imagens disponíveis em: http://www.starkenberg.at/index.php?id=27
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domingo, 8 de novembro de 2009

Catarina Bier Festival 2009


Segue a dica: o evento de encerramento do calendário da AcervA Catarinense:

"Para encerrar o calendário de 2009 a Associação dos Cervejeiros Artesanais de Santa Catarina (ACervA Catarinense) promoverá o Catarina Bier Festival – Encontro de Cervejeiros Caseiros e Cervejarias Artesanais.

Aberto a todos os interessados, o festival contará com uma grande variedade de cervejas caseiras, especialmente produzidas pelos associados, além das cervejas das principais cervejarias artesanais da região. Tudo isso acompanhado de um delicioso almoço.

O festival acontecerá no dia 05 de dezembro das 10:00 às 17:00 horas no Figueira Restaurante & Choperia, localizado na Rua Mariana Bronnemann, nº 527, no bairro da Velha, em Blumenau – SC."

"As inscrições iniciam no dia 07/11/2009 e encerram no dia 25/11/2009. Vagas limitadas!"

As opções de incrição são as seguintes:

OPÇÃO 1 - Qualquer pessoa não associada da ACervA Catarinense e que NÃO disponibilizará ao menos 5 (cinco) litros de cerveja para degustação no evento.R$ 65,00 (sessenta e cinco reais);

OPÇÃO 2 - Cervejeiros caseiros que disponibilizarem ao menos 5 (cinco) litros de cerveja* ou para associados da ACervA Catarinense que NÃO disponibilizarem cerveja.R$ 55,00 (cinqüenta e cinco reais);

OPÇÃO 3 - Exclusivo para associados da ACervA Catarinense que disponibilizarem ao menos 5 (cinco) litros de cerveja* para degustação no evento.R$ 45,00 (quarenta e cinco reais).

"* Para garantir direito ao desconto, o cervejeiro deverá disponibilizar ao menos 5 (cinco) litros de cerveja caseira. Cilindros de post-mix, contendo ao menos 10 (dez) litros de cerveja caseira, darão direito a desconto para 2 (duas) inscrições. Caso algum problema impeça o cervejeiro caseiro de garantir a cerveja durante o credenciamento, o desconto concedido será cancelado, ficando o inscrito responsável pela diferença de valores."

Para maiores detalhes, informações e inscrições, favor acessar: http://www.acervacatarinense.com.br/
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sábado, 31 de outubro de 2009

A cerveja e o ambiente

O vídeo que ilustra esta postagem, mostra de forma caricata a paixão (ou o vício!!) por alguma coisa, no caso a cerveja. A "paixão" envolve totalmente o indivíduo, que focaliza todas as suas energias no "ente amado". O ambiente, o que está a sua volta, o que está acontecendo, pouco ou muito pouco importa.

O vídeo exagera na paixão e no foco do apaixonado, mas se filtrarmos a informação, veremos que muitas vezes, diariamente, fazemos que nem o câmera do vídeo: deixamos a onda nos levar... Que tenhamos "copos" e "salva-vidas" para todos!!


Obrigado pelo envio do vídeo, Eliane! Mas ainda não sei o porquê dos meus entes queridos me enviarem material sobre cerveja!! Por que será, hein?

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Bock II - a missão

Olá a todos. Depois de longas maturações e brigas com meu beergun, poderei falar sobre o resultado da(s) bock(s) (conforme eu havia prometido).
Aquela bock da postagem, a qual usei pela primeira vez a decocção, ficou realmente de acordo com as características que eu queria. A cor estava OK (fiquei com medo que estivesse ficado clara demais), o sabor e aroma também ficaram conforme o planejado.
O problema ficou por conta de um aroma frutado, de maçã verde. Poxa vida, tudo que eu não queria era um "frutado metido" em minhas lagers. Esse aroma vem de uma "fermentação fraca" e se chama acetaldeído.

Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

Superado o trauma, fiz minha segunda bock com algumas pequenas alterações nas quantidades de malte (aumentei o malte melanoidina) e mantive o resto do processo.
Também tirei uma foto com a parcela de mosto normal e a parcela que foi feita a decocção.

Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

Com todo o empenho que tive em fazer uma bock de meu agrado, posso dizer que o resultado valeu a pena, pois ficou dentro do eu esperava. Bom corpo/sabor de malte (e muitas melanoidinas hehe), um aroma espetacular e álcool na medida - 6,1% v/v.
Acabei fazendo a terceira versão desta bock que vai para o IV Concurso Nacional de Cervejeiros Artesanais - promovido este ano pela Acerva Carioca - com uma pequena alteração no amargor.
Fiz esta alteração depois que degustei 4 cervejas bock que estava em minhas mãos:

- Tonera Bock versão 2.11 (tampa com adesivo vermelho)
- Tonera Bock versão 2.5 (tampa com adesivo rocho/roxo)
- Panarotto/Alysson/Luciano Bock (tampa Cerveja Artesanal)
- Kaiser Bock

Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

A minha versão 2.11 estava com o tal do acetaldeído, mas de resto estava boa.
A minha versão 2.5 (tô chique com este negócio de versão) ficou dentro do que eu descrevi acima -> Do jeito que eu queria!
A Kaiser Bock se comportou bem, sendo fiel ao estilo. É uma ótima opção para quem quer beber uma cerveja de boa qualidade e preço barato.
A Panarotto/Alysson/Luciano Bock foi a mais potente. De acordo com eles, ela têm 6,5% v/v de álcool, mas bem equilibrada e dentro do estilo. Só para deixar registrado, eles também fizeram a decocção. E da-lhe pessoal viciado hein!

Com esta análise resolvi fazer uma pequenina alteração: aumentei um tiquinho o lúpulo de amargor para trazer um melhor equilíbrio para a cerveja.
Aí pirei. Fiz a versão 2.51a e 2.51b, com dois tipos de fermentos lager.
O resultado? Só perto do concurso, quando ficarem prontas...
E vocês acham que eu parei com esse negócio de bock? Esperem para ver!!!

PS: De acordo com nosso confrade Panarotto, fiz a correção no sobrenome dele que é com dois t´s e não com dois n´s. Outra correção foi a da graduação alcoólica da Barnabé Bock que é de aproximadamente 6,5% v/v e não 7,5% v/v como eu havia informado (mas parecia ter os 7,5%). Para maiores informações sobre a Barnabé Bock acessem http://srpivo.blogspot.com
Obrigado Ricardo!

sábado, 1 de agosto de 2009

Workshop Produção de Cerveja Artesanal em Florianópolis

A Associação dos Cervejeiros Artesanais de SC (ACervA Catarinense) promove no próximo dia 15 de agosto, no Clube Barriga Verde dos Oficiais da Polícia Militar de Santa Catarina, localizado no bairro de Canasvieiras, na minha bela cidade de Florianópolis, Santa Catarina, o Workshop Produção de Cerveja Artesanal.

A brassagem será realizada pelo ilustre companheiro deste blog, o cervejeiro Raphael Tonera, e estaremos lá para prestigiar e aprender.

O "Workshop Produção de Cerveja Artesanal, faz parte de um circuito regional iniciado em 2007 e trata-se de uma iniciativa da ACervA Catarinense, com o apoio de parceiros especiais como empresas do setor, cervejarias artesanais e algumas entidades locais, e tem por principal objetivo difundir e aprimorar o conhecimento das técnicas para a produção de cerveja artesanal no estado de Santa Catarina, além de contribuir ativamente para a divulgação e o fortalecimento da cultura cervejeira no Brasil" (http://www.acervacatarinense.com.br/).

Segue a programação do evento, conforme descrito no site da AcervA Catarinense:
"Programação para iniciantes:
-Recepção e credenciamento;
-Abertura oficial
-Lanche;
-Brassagem all grain com Raphael C. Tonera, cervejeiro artesanal premiado em primeiro lugar no III Concurso Nacional de Cervejas Artesanais, na categoria Belgian Strong Ale (escola belga, BJCP 18);
-Brassagem a partir do extrato de malte líquido, com degustação de uma cerveja produzida antecipadamente, com esta mesma técnica;
-Palestra "O Mundo da Cerveja" com Eli Bernardino Coelho Júnior, o "famoso" Júnior da "Padoca", pioneiro na exploração das cervejas especial e sócio da Academia da Cerveja;
Almoço;
-"Fabricação de Cerveja" com Claudio Roberto Zastrow, mestre-cervejeiro da microcervejaria Schornstein de Pomerode;
-Lanche;
-Encerramento".

"Programação para cervejeiros experientes:
-Recepção e credenciamento;
-Abertura oficial;
-Lanche;
-Palestra "Desenhando Cervejas Excelentes" com Paulo Schiaveto, Engenheiro de Produção pela USP e mestre-cervejeiro, formado em Louvain-la-Neuve, Bélgica, com larga experiência no ramo no Brasil;
-Almoço;
-Troca de experiências e networking;
-Lanche;
-Encerramento".

Atenção: As inscrições estão abertas até 10/08/2009. E aceitem um conselho: agilizem-se! No último workshop realizado em Joinville as inscrições superaram as expectativas e foram encerradas antes do término da data estipulada.

Maiores informações e inscrições, acessar: http://www.acervacatarinense.com.br/ .
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Tonera Tripel Aged

Uma vontade que sempre tive, era a de guardar cervejas para acompanhar sua evolução. Como a produção sempre é menor do que o consumo, isto sempre se torna difícil. Mas desde o ano passado, tenho tentado guardar exemplares na minha adega (vulgo guarda-roupa), para futuras degustações e eis que hoje falarei sobre a Tonera Tripel que foi engarrafada em junho de 2008 e conseguiu ficar "viva" (ou ainda cheia) até hoje.

A Tonera Tripel foi chamada assim porque usei três tipos de cereais na sua composição. O malte de cevada, o malte de trigo e a aveia. Como queria fazer uma cerveja bem complexa, ainda usei coentro (sementes) e dois tipos de fermento.
Pela minha ficha de controle a data de produção da receita foi em 02/05/2008 e engarrafada dia 20/06/2008 o que comprova a sua idade.

Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

Na primeira vez que abri uma garrafa desta produção, percebi que ela mereceria um bom descanço. Após este repouso, ela começou a se revelar. Apesar de ter aproximadamente 10% v/v de álcool, ele não se sobressaiu em nenhuma das etapas da evolução, pelo contrário, sempre trouxe um "complemento" a complexidade da cerveja.

No aroma, o frutado/fenólico foi diminuindo com o tempo, passando a ficar mais suave e casando com os outros elementos. O coentro que já era sutil, ficou quase imperceptível. Mas o que me chamou atenção foi o "cheiro de envelhecida" que a cerveja obteve. Não sei se teria permissão para dizer que é algo como vinho do Porto ou Whisky, afinal isto é subjetivo mesmo né!

O sabor que antes tinha notas pronunciadas de nozes (ou castanha ou amêndoas), também ficou mais ameno, mas não menos agradável. Da mesma forma que no aroma, as "coisas se casaram".

Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

A degustação ocorreu a temperatura ambiente, por se tratar de uma cerveja estilo belga, Tripel e bem complexa. Por isso eu não poderia deixar essa onda de frio passar batida e aproveitar um dos melhores dias para prová-la (de 10°C a 12°C).
Fiz o rótulo só para poder saber o tempo de vida da cerveja, nada sério (apenas um aviso aos colecionadores maníacos de plantão, hehe).

Tenho mais três exemplares desta cerveja que serão abertas com 2, 3 e 5 anos. Aí veremos outros aspectos da evolução desta Tripel. Além dela, tenho outros estilos guardados na adega (guarda-roupa) para umas futuras degustações. Não convidei o Jean para esta degustação porque ele ficou com uma destas na casa dele esses dias (Lembra Jean, aquela da tampinha com adesivo branco e uma bolinha azul de caneta).

Fico devendo a postagem que falarei sobre o resultado da bock, além da produção da Imperial Stout na Schornstein e a quinta bica na Academia da Cerveja. E tem cervejeiros novos por aí também. Até mais...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Erdinger Weißbier Dunkel

Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

Apesar de degustá-la de vez em quando, nunca escrevi sobre a cerveja Erdinger Weißbier Dunkel. Trata-se de uma cerveja de trigo escura, muito saborosa, pelo menos na minha opinião.
A Erdinger Dunkel foi a segunda cerveja “especial” que bebi, lá por 2006, 2007. A primeira “especial” foi uma Erdinger Weißbier, uma cerveja de trigo clara. Ambas, naquela época, ganhei de presente junto com este copo da Erdinger que aparece nas fotos, o primeiro copo da minha coleção. Muitíssimo obrigado, Eliane!!


Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

A Erdinger Dunkel é uma cerveja preta com espuma de boa formação de média/baixa duração, com sabor de malte, de banana, de cravo, torrado, picante... com aroma frutado, de cravo, adocicado... É uma cerveja não filtrada, ou seja, ainda existe fermento dentro da garrafa, que proporciona uma aparência turva ao produto, não muito visível, pois a cerveja é bem escura. Pode-se notar, pedaços da levedura flutuando pelo precioso líquido! Esta é uma característica comum das cervejas de trigo não filtradas.

A degustação das duas cervejas Erdinger há alguns anos atrás, abriram-me os olhos para o mundo cervejeiro. Eu que gostava de Bohemia, Kaiser Summer Draft... descobri que conhecia somente a pontinha de um imenso iceberg que é o mundo cervejeiro. Depois, foram descobertas atrás de descobertas. O bolso sofreu (e ainda sofre), pois o preço pago pelas cervejas “especiais” ainda não são populares, mas, qualitativamente, a relação custo/benefício vale o investimento de cada centavo.
As cervejas Erdinger são produzidas pela Erdinger Weißbräu (traduzindo, Cervejaria de Trigo Erdinger), fundada de 1886, na cidade de Erdinger, na região da Bavária, na Alemanha. Segundo o Deutsche Welle, em postagem de 21/06/2005, a Erdinger era a cerveja de trigo alemã mais vendida no mundo.

A seção nostalgia bateu após ler a excelente postagem "A cerveja do dia-a-dia" do ilustre Rodrigo Campos do blog Paraquevocerveja, que relata da cerveja para o dia-a-dia e da sua iniciação no mundo cervejeiro, com a qual me identifiquei em gênero, número e grau.

Erdinger Weißbier Dunkel

Família: Ale
Estilo: Dunkelweizen “15B” (segundo BJCP)
Sabores: malte, banana, cravo, açúcar, torrado, picante
Aromas: Frutado, adocicado, cravo
Espuma: média/baixa duração, de boa formação
Teor alcólico: 5,6 %

Outros links interessantes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Erdinger
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,1619519,00.html
http://www.erdinger.de/en.html
http://paraquevocerveja.blogspot.com/
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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Eu fui ao Workshop Produção de Cerveja Artesanal em Joinville/SC/Brasil 2009



Faz tempo que nada escrevo no Pão e Cerveja, não por falta de assunto, mas por falta de tempo. Tantas coisas se passaram e sobre as quais nada comentei... Vou começar pelo começo, ou quase...

Irei comentar brevemente sobre o Workshop Produção de Cerveja Artesanal, ocorrido no último dia 30/05 na cidade de Joinville, Estado de Santa Catarina, Brasil. Sobre o qual o Pão e Cerveja fez uma breve divulgação no mês de maio.

O blog Obiercevando, do nosso ilustríssimo Paulo Feijão, traz uma excelente postagem sobre o evento, falando sobre as palestras e acontecimentos do Workshop que ocorreu na Cidadela Cultural Antártica em Joinville. Para quem não sabe, a Cidadela Cultural foi construída no local aonde, antigamente, funcionava a tradicional fábrica da cervejaria Antártica de Joinville. E quem viveu na época sabe que a cerveja Antártica de Joinville era famosíssima, competindo com os grandes fabricantes de cerveja “Pilsen”.

Se fosse possível resumir o dia 30/05 numa só palavra, esta com certeza seria, inesquecível. Inesquecível não só pelo evento em si, mas pela agradável ida e vinda de Joinville. 25 participantes, se bem me lembro, partiram para o Workshop num micro-ônibus que faria o percurso Florianópolis – Blumenau – Joinville e vice-versa. A convivência, as brincadeiras e o clima de animosidade foram determinantes para o sucesso do evento.

Imagem: http://obiercevando.blogspot.com/2009/06/workshop-em-joinville-da-acerva.html

Aproveito a oportunidade para agradecer ao Itamar pelo excelente trabalho de organização e aluguel do ônibus. Parabéns, Itamar!!

E agradecer também aos integrantes da Acerva Catarinense e aos demais colegas de viagem pelo convívio, pela receptividade e pela troca de experiências. Ah! Também pelas excelentes cervejas servidas no serviço de bordo, com direito a chopeira e caixas térmicas!! Fantástico!!

Só pela viagem, o dia 31/05 já valeu a pena!!

O workshop foi o ápice da consagração. Simplesmente excelente!! Organização, palestras, almoço, brindes, camiseta, apostila...

Participei como iniciante no workshop e assisti às seguintes palestras:

1) Produção de Cerveja All Grain (produção com os grãos de malte), uma cerveja Blond Ale, com os palestrantes Ivan e Diogo, os premiados cervejeiros da cervejaria Gräbenwasser (campeões do II Concurso Mestre Cervejeiro da cervejaria Eisenbahn). A palestra foi FANTÁSTICA: o Ivan possui uma metodologia intrínseca e sua exposição foi excelente, acompanhada pelo faz-tudo Diogo, proporcionado aos espectadores uma verdadeira aula de como fazer cerveja caseira. Comentário: Digo fantástica, pois, há uma semana do workshop, havia começado a preparar a minha primeira cerveja (American Pale Ale) com o meu ilustre amigo Sandro e, há duas semanas, havia presenciado, também junto com o Sandro, o ilustre Raphael Tonera elaborar uma Indian Pale Ale, e pude observar o quão didática foi a palestra, permitindo rever passo-a-passo as etapas do processo, resguardadas as diferenças entre os estilos.
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2) Produção de cerveja com extrato de malte, realizada pela Brasil Ways. Sinceramente, já havia lido na internet sobre o assunto, inclusive no site da empresa. E fazer cerveja com o extrato de malte já pronto, pode ser uma boa opção para quem está iniciando no mundo cervejeiro ou não quer investir na compra de muitos equipamentos e acessórios.
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3) A exploração e o consumo de cervejas especiais, despertando novos sabores e sensações da cerveja, realizada pelo ilustre Paulo Feijão, cervejólogo e proprietário do blog Obiercevando, que fez uma explanação sobre os tipos de cerveja, a mudança do consumidor, o consumo no Brasil...
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4) Palestra e visita guiada pelo pátio da Cidadela Antártica, efetuada pelo Sr. Curt Zastrow, ex-mestre-cervejeiro da Antártica, o qual trabalhou por 38 na fábrica, e atual mestre-cervejeiro da cervejaria Zehn da cidade de Brusque, também em Santa Catarina.

Não falei ainda do café-da-manhã, do almoço, das cervejas levadas pelos cervejeiros artesanais ao evento, dos sorteios de brindes, do chop da cervejaria Opa Bier de Joinville... também teve a volta à Florianópolis, mais cerveja no ônibus...
Ah! Também ocorreram as palestras para os cervejeiros mais experientes, das quais só ouvi excelentes comentários, favor acessar a postagem sobre o workshop do blog Obiercevando.
Quero comertar também sobre a EXCELENTE apostila elaborada pelo Ivan e pelo Diogo, oferecida aos participantes do evento. Nota 10!!! Dá para publicar um livro, galera, fica aqui a dica!!

Ganhei no sorteio três copos da Opa Bier, um de vidro, que foi para a coleção, é claro, e dois de plástico, mais festivos, com luzinhas, os quais fizeram a alegria da galerinha aqui de casa!!

Disse ao Feijão, que após a sua excelente postagem, iria fazer uma pequena nota do Pão e Cerveja, mas pelo visto, não foi tão pequena assim. Não me contive em não deixar registrado um dia tão especial.

Queria registrar a também a EXCELENTE organização do evento, realizada pelos colegas cervejeiros da Acerva Catarinense, Rubens e Selvino. Foi impecável!! Parabéns!!

Falta ainda o agradecimento aos patrocinadores/colaboradores que subsidiaram o evento, colaborando para a sua realização: Opa Bier, WE Consultoria, Brasil Ways, MasterBraü, Fundação Municipal Albano Schmidt e Conurb.

Que venha o próximo evento em Floripa, agora, no mês de agosto!!

Obs.: As fotos que ilustram esta postagem são do blog Obiercevando do ilustre Feijão.
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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Cerveja versus sapato. As percepções de cada um...

Recebi este vídeo pela internet e gostei bastante. Obrigado, Michelle!
Ele pode ser utilizado para entendermos as diversas percepções que cada pessoa tem sobre determinado assunto ou sobre o que julga relevante e importante.
O melhor do vídeo é que trata de cerveja!! Não poderia ser melhor!!
Será que assintindo ao vídeo, a mulherada (que não é tão fã assim de cerveja), e, especificamente, a minha, consegue entender o sentimento envolvido??

Com certeza, cerveja é muito melhor do que sapato!! Todos concordam?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

WORKSHOP PRODUÇÃO DE CERVEJA ARTESANAL EM JOINVILLE/SC

A Associação dos Cervejeiros Artesanais de SC (ACervA Catarinense) promove no próximo dia 30 de maio, na Cidadela Cultural Antarctica, na bela cidade de Joinville, Santa Catarina, o Workshop Produção de Cerveja Artesanal".

O "Workshop Produção de Cerveja Artesanal, faz parte de um circuito regional iniciado em 2007 e trata-se de uma iniciativa da ACervA Catarinense, com o apoio de entidades municipais e estaduais, cervejarias e empresas do setor, e tem por objetivo difundir e aprimorar o conhecimento das técnicas para produção de cerveja artesanal no estado de Santa Catarina, além de contribuir para a divulgação e o fortalecimento da cultura cervejeira no Brasil" (http://www.workshopcervejeiro.com.br/).
Segue a programação do evento:
- Produção de uma cerveja artesanal na técnica all grain;
- Produção de uma cerveja artesanal utilizando um kit de extrato de malte importado, conduzida com a colaboração de membros da ACervA Paranaense;
- Visitação guiada às antigas instalações da fábrica da Antarctica, com a participação especial de um de seus mais importante mestres-cervejeiros ainda em atividade, o Sr. Curt Zastrow, atual mestre-cervejeiro da microcervejaria ZeHn Bier de Brusque;
- Palestras técnicas e culturais à respeito do universo da cerveja apresentadas por profissionais e convidados especiais como: Sr. Elmar Schmitz, mestre-cervejeiro da microcervejaria OPA Bier de Joinville; Sr. Cláudio Zastrow, mestre-cervejeiro da microcervejaria Schornstein de Pomerode; Sr. Paulo Bertiol (Feijão), cervejólogo e autor do blog especializado oBIERcevando;
- Degustação de cervejas artesanais produzidas e oferecidas tanto por cervejeiros participantes, como, sobretudo, pela microcervejaria OPA Bier;
- Exposição de produtos, matérias-primas e equipamentos artesanais;
- Sorteio de brindes cervejeiros;
- Comercialização de suvenires.

Maiores informações e inscrições, acessar: http://www.workshopcervejeiro.com.br/ .
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