quarta-feira, 28 de abril de 2010

Pãezinhos de Malte 2 (Salgado)

Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

A bagaço do malte utilizado para a fabricação de cerveja é geralmente jogado no lixo. 
O bagaço, para quem nunca viu (segue foto abaixo), trata-se de uma massa úmida formada pelas cascas dos grãos de malte partidos, refugo do processo de mosturação (processo de cozimento do malte, aonde são extraídos os amidos existentes dentro do grão).
Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

Como o processo de extração do amido não é 100% eficiente, dentro das cascas sempre se encontra resíduos de amido, que proporcionam ao bagaço um gosto adocicado. Mas, pode-se considerar o bagaço como 100% casca de malte. As cascas dos grãos são uma fonte de fibras alimentares, importantes no processo digestivo humano.

Uma das formas de se aproveitar o bagaço é utilizando-o na elaboração de pães. O bagaço enriquece a massa do pão com as fibras oriundas das cascas do malte, tornando o pão um alimento funcional: rico em fibras.

Já publicamos aqui no Pão e Cerveja uma receita de pão de malte: Gräbenwasser MalzBrot do blog da Gräbenwasser. O Malzbrot da Gräbenwasser, o qual já elaborei inúmeras vezes, é um pão doce extremamente saboroso, macio, com sabor de mel (oriundo do mel adicionado na receita) e do gosto adocicado do malte.

O pão elaborado nesta nova receita, apesar de ser salgado, apresenta ainda um sutil sabor de mel, fruto somente do bagaço de malte utilizado.


Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

Pãezinhos Salgados  de Malte 
Ingredientes:
  • 300 gramas de bagaço de malte;
  • 800 gramas de farinha de trigo;
  • 35 gramas de açúcar refinado;
  • 15 gramas de sal;
  • 10 gramas de fermento biológico instantâneo seco (um pacotinho);
  • 210 militros de água;
  • 70 gramas de óleo de soja;
  • Óleo de soja e farinha de trigo para untar a forma.
Modo de Preparo:
  • Misturar o bagaço e os demais ingredientes secos, tomando o cuidado de não se colocar o fermento em contato direto com o sal;
  • Adicionar a água;
  • Adicionar o óleo;
  • Sovar a massa até a obtenção do ponto de véu (desenvolvimento do glúten), cerca de 20 minutos;
  • Bolear (modelar em forma de bola) a massa e deixá-la crescer até dobrar de volume;
  • Após o crescimento, sovar levemente a massa para retirar as bolhas de gás formadas na fermentação;
  • Dividir a massa em pequenas porções e boleá-las; 
  • Colocar os pães lado a lado em forma  levemente untada com óleo de soja e levemente enfarinhada com farinha de trigo;
  • Deixar novamente os pães crescerem até dobrarem de volume e assá-los em forno a 200 graus por 45 minutos ou até dourarem.
 Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

Observações:
  • O bagaço de malte utilizado na receita não é escorrido, ou seja, contém a água utilizada na mosturação. É possível, que a quantidade de água sugerida na receita não seja a adequada. Faz-se necessário, desta forma, o acréscimo ou a supressão da quantidade de água. A massa deve ser fácil de sovar, ou seja, a massa deve ter boa consistência, não sendo demasiadamente dura ou mole;
  • A divisão da massa em porções também fica a critério do padeiro (eu dividi em porções de 80 gramas). A divisão depende do tamanho dos pãezinhos a serem elaborados;
  • A distância da colocação dos pães lado a lado na forma dependem das dimensões da forma e do critério do padeiro.

quarta-feira, 10 de março de 2010

La ronda #22: Espantos Tempranos ("Sustos Prematuros")



O Pão e Cerveja foi convidado pelo Pviní Filosof para participar da “La ronda #22: Espantos Tempranos”, traduzindo, “A rodada #22: Sustos Prematuros”. 

A “La Ronda” é uma questão proposta a diversos blogueiros, a maioria de língua espanhola, sempre sobre um tema cervejeiro. Gracias por la invitación, Pviní Filosof.

A questão da Ronda #22 é a seguinte:

“Cuál fue la cerveza, o tipo de cerveza, que al probarla por primera vez no les gustó para nada? Cuál fue su reacción en aquella oportunidad? Y cuánto tiempo tardaron en volver animarse a probarla y en qué circunstancias?”


A cerveja que comprei e me decepcionei foi a Wernesgrüner Pils Legend, uma legítima German Pilsener (BJCP, 2A), a minha primeira German Pilsener.
Acostumado com as “Pilsen brasileiras”, que na verdade são Lite American Lager (BJCP,1A) ou Standart American Lager (BJCP,2A), a German Pilsener assustou: era muito malte, mas também muito, muito lúpulo...



Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

Naquela ocasião, o amargor do lúpulo era quase insuportável, horrível... Disse a mim mesmo que nunca mais compraria...

Comparei-a na época, a sensação que eu tinha com quando bebi a Heineken pela primeira vez, uma Premium American Lager (BJCP, 1C): gosto de chá de boldo!!

Creio que a descoberta não prazerosa da Wernesgrüner ocorreu lá por 2003, 2004...

Depois disso, muitas cervejas passaram... Outras German Pilsener (König Pilsener, Bitburger...), outros estilos mais amargos, outras Wernesgrüner... (acabei comprando de novo!!)... E, sinceramente, não sei como e nem quando, descobri que meu gosto havia mudado... Não sei dizer quanto tempo levei para voltar a bebê-la... Aconteceu... Mas, com certeza, alguns anos se passaram...

A sensação ocorreu com outras cervejas também... no início decepcionantes, depois excelentes. O contrário também é verdadeiro, no início excelentes, depois não tão excelentes assim...

Observamos que uma cerveja intragável passa a ser deliciosa com o passar do tempo, ou ao contrário, de deliciosa a uma cerveja sem muito brilho!

Creio que a experiência, a persistência, o tempo e a mente livre de preconceitos sejam as chaves para a mudança de paladar. Logo, creio que é possível sim, mudar nossos conceitos. Com certeza, reconstruímos dia-a-dia, as nossas preferências em relação à cerveja.  Será que é só com a cerveja?
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Aviso aos participantes do 3o. Concurso Mestre Cervejeio Eisenbahn



Para os cervejeiros de plantão que irão participar do 3o. Concurso Mestre Cervejeiro Eisenbanh segue o recado publicado no site da cervejaria:

“Futuros Mestres Cervejeiros, para quem se inscreveu neste concurso até 09/01/2010, conforme regulamento, e não recebeu a carta de instrução / inscrição, por favor, envie um e-mail para atendimento@eisenbahn.com.br solicitando-a, com o nome completo e e-mail. Obrigado.”

O recado está dado!! Lembrando que o concurso será no dia 30/03/2010 e as garrafas com as preciosas cervejas devem ser encaminhadas até 5 dias antes do julgamento, conforme as regras do regulamento.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Pudim de Pão de Queijo (por Ela do Em Geral)


Imagens: Do blog Em Geral

Em setembro de 2009, uma receita do Pão e Cerveja foi matéria de uma postagem do blog Em Geral, cuja foto ilustra esta postagem. O Em Geral é um blog “escrito por um casal que adora leitura, cinema, culinária e viagens”. No blog “eles escrevem um pouco sobre tudo”: “Coisas Em Geral”. Vale a pena conferir...

A receita em questão é a do Pudim de Pão de Queijo, uma receita de pão de queijo de liquidificador elaborada e postada em agosto de 2009: 

“Outro dia, procurando informações sobre cervejas de marcas diferentes, encontrei o blog do Jean, o Pão e Cerveja.  Vasculhando suas receitas, encontrei uma no mínimo curiosa, a do pudim de pão de queijo, que tratei de experimentar na primeira oportunidade.”

A Ela, a autora da postagem e da elaboração da receita, deu um toque especial à receita, substituindo a ricota por queijo cottage. O resultado, pelo menos o visual, ficou muito parecido com o pudim do Pão e Cerveja. Creio, conforme comentários na postagem da Ela, que o sabor e a textura, tenham também ficado semelhantes. A Ela ainda criou moda tostando o pudim numa sanduicheira, o que conferiu um toque especial às fatias, que ficaram com “ranhuras queimadinhas” que “deram uma cara apetitosa e suculenta”.

Seguem as fotos da postagem Pudim de Pão de Queijo do Em Geral:


   Imagens: Do blog Em Geral

O blog também já publicou uma receita de pão de queijo elaborado numa sanduicheira, a qual ainda não testei. Fica aqui registrado o nosso agradecimento ao Em Geral e, especialmente, à Ela, por ter reproduzido tão brilhantemente uma receita elaborada no Pão e Cerveja.
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Pipis (moelas ao molho de tomate e cerveja)

Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

O magnífico blog Tertúlia de Sabores completou dois anos, de muito sucesso, diga-se de passagem, no último dia 20 de novembro. Na ocasião, a sua autora, a inspiradíssima Moira, promoveu um passatempo, aonde convidava a todos os leitores a sentar-se à mesa do Tertúlia. Para tal, eles teriam que escolher e elaborar uma das receitas postadas e publicar os seus resultados nos seus respectivos blogs, mencionando que estavam participando do passatempo do 2º Aniversário do Tertúlia de Sabores.

Eu, diante do pouco tempo que me resta para ler os blogs amigos, os quais não leio com a freqüência que gostaria, somente soube do convite em dezembro. Mas antes tarde do que nunca... Como eu já havia elaborado, uma das receitas do Tertúlia de Sabores, e já fazia algum tempo, prometi à Moira que a publicaria aqui no Pão e Cerveja. Entretanto, elaborei novamente a receita no mês passado, sendo as fotos que ilustram esta postagem deste último preparo.

A receita elaborada chama-se Pipis, denominação dada a um ensopado de miúdos de frango, que pelo que aprendi, trata-se de um petisco, comum em Portugal, servidos nos bares e consumido com pão, conforme o comentário da Moira:

“Caro Jean Claudi,
Fiz uma breve pesquisa mas não consegui encontrar a origem deste nome, desde sempre que o ouvi chamar assim e creio que o mesmo nome é usado de norte a sul do país. Certo é que este petisco aparece em qualquer tasca (boteco) do país e não tem grandes variações na receita, embora há quem os faça com cerveja e se experimentar vai ver que ficam igualmente bons. Come-se durante todo o ano, acompanhado com pão estaladiço e uma cerveja fresquinha.Experimente, e como se diz em Portugal: - Que lhe faça bom proveito!
Um abraço
Moira.”

A receita do Tertúlia utiliza dentre outros ingredientes, o vinho, porém conforme comentário da Moira, pode-se também utilizar cerveja. Que deixa, hein? Que bebida, ou melhor, que ingrediente interessante!!

A Moira tentou encontrar a origem do nome, o que também fiz antes elaborar esta postagem, porém nada encontrei. Buscando ajuda nas páginas do dicionário Aurélio aqui de casa, me deparei com a palavra Pipi, cujo um dos significados é: “qualquer ave, especialmente galinácea”. Pelo que indica o dicionário, a palavra é um vocábulo onomatopéico, derivado da palavra “pio”, ou seja, sua origem é o som emitidos pelas aves. Interessante...

Bem, segue a receita com as minhas adaptações:

Pipis
Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

Ingredientes:
- 1 Kg de moela de frango;
- 1 cebola média picada;
- 2 dentes de alho picados;
- 1 folha de louro;
- 1 garrafa long neck (355 ml) de cerveja “pilsen” (utilizei Kaiser Gold);
- 1 lata de polpa de tomate;
- 1 pimentão picado;
- Sal a gosto;
- Cebolinha verde picada;
- Óleo de soja (para frigir a cebola e o alho);
- Água (se necessário).

Modo de preparo:
1) Lave e limpe as moelas. Reserve-as;
2) Aqueça um fio de óleo de soja numa panela;
3) Adicione a cebola e os alhos e deixe-os frigirem;
4) Adicione a polpa de tomate, o louro e o pimentão e deixe levantar fervura;
5) Após, adicione as moelas e a cerveja e deixe, novamente, levantar fervura;
6) Tampe a panela e deixe em fogo brando até as moelas cozinharem. Observe o cozimento e, caso necessário, adicione água para evitar a queima do molho e das moelas;
7) Adicione a cebolinha picada e sirva.

Observações:
- Prato simples e extremamente saboroso, pelo menos para quem gosta de moelas. Aqui em casa sou o único fã;
- Utilizei uma cerveja mais maltada, porém não percebi o gosto da cerveja na receita. Creio que a moela por ter um sabor forte, acaba anulando o sabor da cerveja;
- Fica a pergunta: Será que fica melhor com vinho?

Obrigado Moira, por compartilhar a receita. Fica aqui registrada a singela homenagem ao 2° aniversário do Tertúlia de Sabores.
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sábado, 26 de dezembro de 2009

Bock III - O Desafio Supremo

Nada como começar uma postagem com um título de peso hein!
Como todos já devem ter acompanhado, há algum tempo que me dedico a fazer cervejas do estilo Bock e suas "variações", por ser um dos meus estilos favoritos.
Esses estudos e testes que fiz, me renderam o 3° lugar na categoria Traditional Bock no IV Concurso Nacional de Cervejas Artesanais, ocorrido no Rio de Janeiro, no mês de outubro. Fiquei muito contente com a colocação, pois afinal de contas, eu fiz a minha Bock para o meu paladar e não especificamente para o concurso.

Mas voltando ao título do post, resolvi fazer uma (ou duas) Bock mais >Extrema< : uma DoppelBock e uma Eisbock. Sempre tive vontade de fazer uma DoppelBock (que em Alemão significa "Bock Dupla" por ser uma Bock com mais malte e álcool), mas por problemas de espaço (pois a fermentação é longa), ainda não tinha feito. Em uma visita ilustre na minha casa, estavam o grande Mestre-Cervejeiro Cláudio Zastrow e o nosso ilustríssimo cervejólogo (ou seria zitólogo?) e parceiro Feijão do portal Obiercevando conversando sobre os estilos que gostaríamos de fazer um dia. E o feijão falou de uma tal de Eisbock que eu realmente desconhecia. Aquilo acabou soando como desafio para mim e coloquei na minha lista de próximas bateladas. Agora todo ano eu e o Feijão brincamos: Qual o desafio para este ano? Bom, isto vai ter um post no ano que vem.

Então para fazer a leva, fiz a receita da DoppelBock e depois de fermentada partiria em duas.
Como minha leva é de 20 litros iria sobrar pouca cerveja para dividir. Por isso, peguei a panela emprestada do Max "Traíra" Prujanski que é um pouco maior e eu conseguiria fazer 30 litros. A quantidade de malte era tão grande que olha só como ficou a panela na brassagem.

Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

Só para reforçar e variar, eu fiz decocção. Para as minhas cevejas, Bock sem decocção não é bock (hehehe). Mas eu ainda não expliquei o porque dos 30 litros. Na fermentação, que ocorreu em um pouco mais de 1 mês, o fermento trabalhou com os 30 litros juntos. E foi depois da fermentação que o processo diferencia: 15 litros vai para a maturação para virar uma DoppelBock e os outros 15 litros vai virar a tal de EisBock.

Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

Mas o que é esta tal de EisBock? EisBock é basicamente uma DoppelBock que passa processo "ICE", ou seja, a cerveja é submetida a temperaturas negativas onde é retirado o gelo que fica na superfície, ficando mais concentrada (tanto o sabor quanto o álcool).
Com alguns problemas e muito trabalho, pois não tinha habilidade no processo de congelamento e retirada da cerveja, consegui finalizar os processos e engarrafei a DoppelBock e a EisBock sem refermentação na garrafa (usando o BeerGun. É, enfim consigo usar bem o bicho).

Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja

A DoppelBock ficou com 9,2% ABV e de acordo com meus cálculos a Eisbock ficou com seus 10,5% ABV. O que posso falar das cervejas, é que ficaram realmente maravilhosas, pricipalmente a "Ice"! Consegui retirar em torno de 1,8 litros de gelo, ficando bem licorosa, alcoólica mas com ótimo "drinkability". O meu objetivo era atingir 11,5% ABV, mas creio que melhorando os meus processos eu chegarei lá.

Quem estiver em Floripa, me avise pois ainda tenho algumas unidades para degustar-mos, pois algumas vou guardar para acompanhar o envelhecimento.
E eu ainda fiz uma "Rauch-Bock" esses tempos. E com isso, termino a minha saga, com ótimas cervejas e aprimoramento dos meus processos.
Depois dessa "loucura" toda, achei legal o título do post!

domingo, 29 de novembro de 2009

As piscinas de cerveja da Cervejaria Starkenberger

Há alguns meses recebi um e-mail (mais uma vez, obrigado, Eliane!) com um link para uma reportagem “Spa oferece piscina de cerveja para hóspedes” da Globo.com, dentro do editorial “Planeta Bizarro”. Tratava-se, a princípio, de um spa que possuía piscinas de cervejas para fins terapêuticos. Perguntei-me: o que tem de bizarro nesta reportagem? De bizarro eu não sei, mas estranho é a reportagem nada mencionar sobre o nome do estabelecimento. Limita-se a dizer que é na Áustria. E após a leitura sobre o que descobri do lugar, pode-se perceber que não se trata de um spa, pelo menos dentro do meu conceito sobre o assunto...

A curiosidade sobre o lugar e qual cerveja estava na piscina, fez-me observar o nome “Starkenberger” na primeira foto que ilustra a reportagem (a mesma foto que ilustra esta postagem, logo abaixo), em duas malas atrás dos “hóspedes”. Tive que baixar a foto e dar um zoom para conseguir ler. Não foi muito fácil. Com a pista na mão, fui ao google em busca da informação. Acabei encontrando a postagem "Para bom bebedor" do blog Morfina que comenta sobre o assunto e que me levou ao site “Bierschwimmbad”, traduzindo, “piscina de cerveja”.





O site Bierschwimmbad traz informações sobre as piscinas (sete piscinas de 4 x 4 metros) e como fazer reservá-las, além de mostrar atrativos sobre o banho etílico. Eles oferecem dois pacotes aos visitantes: Beer pool: aluguel de uma piscina por 2 horas, por 135 euros, aonde cabem 4 pessoas; Beer pool plus: o mesmo Beer Pool, mais 4 euros por pessoa, o que dá direito a biscoitos de cerveja, patê de carne e uma garrafa da genuína cerveja Starkerberger.

Era o que eu queria, descobrir a origem da cerveja! E com confirmação do nome da cerveja, fui em busca da cervejaria.



Acabei descobrindo que a cerveja é produzida pela cervejaria de mesmo nome, ou seja, Starkenberger.

A cervejaria Starkenberg criou 2005 o conceito “Beermythos”, uma espécie de empreendimento turístico que combina um castelo medieval 700 anos com a moderna cervejaria Starkenberg. Para maiores informações acessar: A new theme world in Tyrol - the myth of the beer the Starkenberger castle.
A cervejaria está localizada na cidade de Tarrenz, no distrito de Imst, no estado do Tirol, no oeste da Áutria.


É no castelo Starkenberger que produzem a cerveja desde o início do século XIX. O castelo está aberto à visitação, para usufruto dos seus 4.000 metros quadrados.





Numa turnê pelo castelo, que promete um mergulho no mundo da cerveja, abordando fatos interessantes e os benefícios da bebida no corpo e na mente, além da apreciação arquitetônica medieval, os visitantes percorrem desde a torre até os porões e apreciam as etapas de produção da cerveja. O “Beermythos” está aberto de terça a domingo, inclusive feriados, para visitação, das 10:30 às 15:30 horas.





Acabei entendendo que as piscinas de cerveja fazem parte do “Beermythos”. Sendo um atrativo a mais para os visitantes.

Pode-se também alugar o “Hall The Knights”, traduzindo “salão dos cavaleiros” do castelo (ver figura abaixo) para a realização de eventos noturnos de até 120 pessoas. Eles também informam que podem preparar o ““Hall The Knights” sem as cadeiras, para que os convidados possam jantar no melhor estilo romano, ou seja, deitados sobre o chão.



Eles também alugam o "Beermythos" para eventos em geral: casamentos, aniversários, festas... A propriedade possui lago, capela... O preço do aluguel do castelo e de suas partes, não estão no site.






O site da cervejaria apresenta a história da cervejaria e os nove tipos de cerveja que fabrica: cervejas lager (claras, escura, com limão, sem álcool) e cervejas de trigo clara e escura. A cervejaria se orgulha por ser a cerveja mais premiada da Áustria, como pode-se ler na homepage da cervejaria: “Österreichs meist prämiertes Bier”.

Imagem: Dos autores do Pão e Cerveja - Montada a partir das imagens disponíveis em: http://www.starkenberg.at/index.php?id=27
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domingo, 8 de novembro de 2009

Catarina Bier Festival 2009


Segue a dica: o evento de encerramento do calendário da AcervA Catarinense:

"Para encerrar o calendário de 2009 a Associação dos Cervejeiros Artesanais de Santa Catarina (ACervA Catarinense) promoverá o Catarina Bier Festival – Encontro de Cervejeiros Caseiros e Cervejarias Artesanais.

Aberto a todos os interessados, o festival contará com uma grande variedade de cervejas caseiras, especialmente produzidas pelos associados, além das cervejas das principais cervejarias artesanais da região. Tudo isso acompanhado de um delicioso almoço.

O festival acontecerá no dia 05 de dezembro das 10:00 às 17:00 horas no Figueira Restaurante & Choperia, localizado na Rua Mariana Bronnemann, nº 527, no bairro da Velha, em Blumenau – SC."

"As inscrições iniciam no dia 07/11/2009 e encerram no dia 25/11/2009. Vagas limitadas!"

As opções de incrição são as seguintes:

OPÇÃO 1 - Qualquer pessoa não associada da ACervA Catarinense e que NÃO disponibilizará ao menos 5 (cinco) litros de cerveja para degustação no evento.R$ 65,00 (sessenta e cinco reais);

OPÇÃO 2 - Cervejeiros caseiros que disponibilizarem ao menos 5 (cinco) litros de cerveja* ou para associados da ACervA Catarinense que NÃO disponibilizarem cerveja.R$ 55,00 (cinqüenta e cinco reais);

OPÇÃO 3 - Exclusivo para associados da ACervA Catarinense que disponibilizarem ao menos 5 (cinco) litros de cerveja* para degustação no evento.R$ 45,00 (quarenta e cinco reais).

"* Para garantir direito ao desconto, o cervejeiro deverá disponibilizar ao menos 5 (cinco) litros de cerveja caseira. Cilindros de post-mix, contendo ao menos 10 (dez) litros de cerveja caseira, darão direito a desconto para 2 (duas) inscrições. Caso algum problema impeça o cervejeiro caseiro de garantir a cerveja durante o credenciamento, o desconto concedido será cancelado, ficando o inscrito responsável pela diferença de valores."

Para maiores detalhes, informações e inscrições, favor acessar: http://www.acervacatarinense.com.br/
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sábado, 31 de outubro de 2009

A cerveja e o ambiente

O vídeo que ilustra esta postagem, mostra de forma caricata a paixão (ou o vício!!) por alguma coisa, no caso a cerveja. A "paixão" envolve totalmente o indivíduo, que focaliza todas as suas energias no "ente amado". O ambiente, o que está a sua volta, o que está acontecendo, pouco ou muito pouco importa.

O vídeo exagera na paixão e no foco do apaixonado, mas se filtrarmos a informação, veremos que muitas vezes, diariamente, fazemos que nem o câmera do vídeo: deixamos a onda nos levar... Que tenhamos "copos" e "salva-vidas" para todos!!


Obrigado pelo envio do vídeo, Eliane! Mas ainda não sei o porquê dos meus entes queridos me enviarem material sobre cerveja!! Por que será, hein?

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Brownie (Pão, Bolos e Cia)


De vez em quando me aventuro pelo mundo dos doces... e aqui seguem os relatos da aventura.

A receita original “Brownies” é do blog Pão, Bolos e Cia, um blog de um inspirado português, que possui uma infinidade de receitas e dicas maravilhosas. E esta não é diferente! A receita original é a seguinte:

"INGREDIENTES
200g de manteiga quando
100g de chocolate de leite
100g de chocolate negro
200g de açúcar branco ou amarelo
100g de açúcar mascavado claro
100g de açúcar mascavado escuro
4 ovos
1 colher (chá) de extracto de baunilha
1 colher (café) de sal
1 colher (sopa) de cacau em pó
200g de farinha sem fermento
100g de nozes ou nozes pecãs grosseiramente partidas"

Lendo os ingredientes da receita original, podemos mentalizar cada um deles, fazendo uma tradução apressada para o português “brasileiro”.

Aparentemente, parece que todos os ingredientes são conhecidos... Mas existem detalhes que colocam à prova a tradução apressada.

Chocolates
Quando li os ingredientes “chocolate de leite” e “chocolate negro”, fiz a tradução apressada “chocolate ao leite” e “chocolate meio-amargo”, até porque nos dizeres da postagem do Pão, Bolos e Cia. há um comentário que fiz que a doçura da receita é quebrada pelo chocolate amargo e o cacau. Quanto ao “de leite”, “ao leite”, acertei; mas errei em relação ao “chocolate negro”.
A constatação ocorreu após buscas pela internet para decifrar os enigmas. Aprendi que em Portugal, os chocolates são classificados de forma diferente daqui. O site da Nestlé em Portugal, traz a classificação dos tipos de chocolate: de leite, preto, meio-amargo, branco... Por lá, o chocolate negro possui no mínimo 35% de cacau e o "de leite" 25% e adição de leite ou leite em pó.
Aprendi também que o chocolate meio-amargo é elaborado com cacau torrado, por isso o gosto amargo. Logo, concluimos que o chocolate negro ou preto não usa cacau torrado, mas somente cacau, e não leva leite.

Fiz uma busca ao supermercado e conformei o meu conhecimento: as barras de chocolate escuro mais populares, ou seja, as da Nestlé, Lacta, Garoto e Hershey´s ou são de chocolate ao leite, ou chocolate ao leite com algum outro ingrediente (exemplo: chocolate ao teite com castanhas de caju), ou são de chocolate meio-amargo. Todas os chocolates meio-amargo mais populares dos mesmos fabricantes não levam leite. Existem barras especiais, como a Hershey´s Special Dark, que são chocolate "negro", pois não levam leite e tem mais cacau. A legislação brasileira que trata do assunto é a RDC nº 227, de 28 de agosto de 2003, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Açúcar mascavo
Quando li “açúcar mascavado”, traduzi automaticamente “açúcar mascavo”. Estava certo?
A receita original ainda menciona “açúcar mascavado claro” e “açúcar mascavado escuro”.
E agora? Sabia que o açúcar mascavo pode ter tonalidades diferentes que dependem da matéria-prima (caldo de cana-de-açúcar) e do processo de fabricação: Por exemplo, quanto mais tempo de cozimento, mais escuro fica o açúcar. Mas daí, a ter certeza... E reiniciaram as minhas buscas pela internet e achei detalhes interessantes.
Acabei encontrando na postagem Açucar – mascavado ou refinado? do blog “História das palavras” de Inacio Steinhardt, que dá uma aula sobre o açúcar “mascavado”, explicando entre outras histórias que a origem da palavra está na junção das palavras “menos” e “cabar”. O verbo cabar, verbo não mais utilizado, que tem o significado semelhante a “prezar”. Logo, “menoscabado” é “menosprezado”. O mascavado é uma evolução de “menoscabado”, que se tornou “mascabado” e, finalmente, “mascavado”. Ufa!!
Tá?! E o “mascavo” do nosso (brasileiro) português?
Isso na internet eu não encontrei, mas recorri ao ilustre e amigo dicionário do Aurélio aqui de casa, aonde temos que mascavo e mascavado são sinônimos. Lá temos que “mascavo” é o particípio irregular de mascavar. Logo, usamos mais uma palavra irregular no nosso português. Mas, sinceramente, mascavo é bem mais simpático do que mascavado. Fico com o mascavo!!

Adaptação da receita original
Alterei pouco os ingredientes originais, substituindo a manteiga por margarina, utilizando chocolate meio amargo no lugar do chocolate negro, utilizei somente um tipo de açúcar mascavo (o que tinha em casa), não me preocupando com o “claro” e o “escuro”. Nas fotos que ilustram a postagem, temos a versão, aonde utilizei amendoins no lugar das nozes. Ambas ficam excelentes, mas eu prefiro a com nozes.

O modo de preparo também foi alterado, se compararmos as receitas (para que se interessar, sugiro dar uma olhadinha na receita original e no seu modo de preparo), como por exemplo, no tempo de cozimento, que depende de cada forno e do resultado que se deseja obter (queria a casca mais crocante).

Brownie
Segue a receita adaptada:

Ingredientes:
- 200g de margarina;
- 100g de chocolate ao leite (picados);
- 100g de chocolate meio-amargo (picados);
- 200g de açúcar;
- 200g de açúcar mascavo;
- 4 ovos;
- 1 colher de chá de extrato de baunilha;
- 1 colher de café de sal;
- 1 colher de sopa de cacau em pó;
- 200g de farinha de trigo;
- 100g de nozes picadas (ou 100g de amendoim torrados e descascados);
- margarina para untar levemente a forma.

Modo de preparo
- Derreter a margarina e os chocolates picados numa panela ou no micro-ondas;
- Colocar a margarina e os chocolates derretidos na batedeira;
- Acrescentar os acúcares, os ovos, a baunilha, o sal e o cacau e misturar;
- Adicionar a farinha de trigo aos poucos, homogeinizando a mistura;
- Acrescentar as nozes (ou os amendoins) por último;
- Untar levemente com margarina uma forma de 24 x 34 (cm) ;
- Assar a 180 graus por 35 minutos.

Observações
- Picar os chocolates não é tarefa fácil. É mais fácil derretê-los no micro-ondas;
- Pré-aquecer o forno por 15 minutos a 200 graus.

O brownie é simplesmente divino. O melhor brownie que já comi!
Fica aqui a sugestão!! Agradeço ao Pão, Bolos e Cia. por tornar pública tão ilustre receita.