O consumo de cereais integrais é indicado para quem busca uma dieta mais saudável.
Os cereais integrais - como o próprio adjetivo "integrais" indica - são aqueles, cujos os grãos na sua totalidade, "integralidade", são utilizados na preparação dos alimentos. Ou seja, com casca e tudo! Logo, o consumo de farinhas integrais deve ser estimulado.
Para a fabricação de farinha de trigo "branca", "comum", o grão de trigo passa por um processo de "limpeza", aonde retira-se a casca (também conhecido como farelo) e o gérmen, sobrando somente o endosperma. Logo, a farinha de trigo é o processo da moagem do endosperma, que é rico em amido e algumas proteínas, inclusive as responsáveis pela formação do glúten (a gliadina e a glutenina). O glúten é uma rede protéica resultante da combinação espacial destas duas proteínas proteínas. A sova da massa é responsável por combinar mecanicamente a gliadina e a glutenina.
A farinha de trigo integral é fabricada a partir do grão integral, logo, além do endosperma, são também moídos a casca e o gérmen. A casca é fonte de fibra alimentar. O gérmem, fonte de proteínas, minerais e vitaminas E e do complexo B. A presença de casca (farelo) na farinha de trigo integral, dificulta a formação do glúten, pois atrapalha a combinação da gliadina e da glutenina.
A sugestão de hoje é a elaboração de um pão com farinha de trigo integral. Para o pão ficar mais "macio" e para melhor desenvolver o glúten da massa, foi utilizada uma mistura de farinha de trigo com farinha de trigo integral.
A sugestão de hoje é a elaboração de um pão com farinha de trigo integral. Para o pão ficar mais "macio" e para melhor desenvolver o glúten da massa, foi utilizada uma mistura de farinha de trigo com farinha de trigo integral.
A receita original é do Curso de Panificação do CEFET/SC, a qual foi modificada nas proporções e no uso da manteiga no lugar da margarina.
Pão Integral
Ingredientes:
- 3 e 1/2 xícaras de chá de farinha de trigo;
- 2 e 1/2 xícaras de chá de farinha de trigo integral;
- 1/3 xícara de chá açúcar refinado;
- 10 gramas de fermento biológico seco instantâneo;
- 1 colher de sopa de sal;
- 1 e 1/3 xícara de chá de água;
- 2 colheres de sopa de manteiga sem sal;
- Óleo de soja para untar a forma.
Modo de preparo:
- Numa vasilha, misture as farinhas de trigo, o fermento, o açúcar e o sal. Obs.: Evitar colocar o sal em contato direto com o fermento, pois pode desidratá-lo e matá-lo;
- Adicionar a água e homogeneizar a mistura;
- Retire a massa da vasilha e coloque-a sobre uma mesa;
- Adicione a manteiga, homogeneizando a mistura;
- Inicie a sova da massa, exercendo movimentos vigorosos até obter ponto de véu. O surgimento do véu significa o desenvolvimento do glúten. Para observar o véu: retire uma bolinha de massa e com a ajuda dos dedos indicadores, médios e polegares, modele um pequeno disco, e vá esticando-o delicadamente com movimentos circulares, até conseguir observar uma película branca semi-transparente (o véu). Caso esta película não rasgue, o glúten está bem desenvolvido. Nesta massa, a sova durou cerca de trinta minutos;
- Após a sova, modele a massa em forma de bola e coloque-a numa vasilha tampada, deixando-a fermentar por aproximadamente uma hora ou até dobrar de volume;
- Após fermentar, modele a massa suavemente para homegeneizá-la e retirar as bolhas de gases formadas na fermentação;
- Modele os pães a seu gosto. Nesta receita, dividi a massa em quatro partes, das quais foram elabaorados quatro retângulos e modelados em forma de rocambole;
- Colocar os pães em forma untada com óleo de soja. Separar os pães para evitar que se fundam no cozimento;
- Assar em formo pré-aquecido a 230 graus por 45 minutos ou até os pães ficarem corados. Dica: Colocar uma pequena forma com água no fundo do forno, gerando uma atmosfera úmida, a qual favorecerá a crocância da casca e evitará a perda da umidade da massa.
Imagem: Dos autores do blog www.paoecerveja.blogspot.com
Os pães ficaram bons observando os seguintes aspectos: miolo, casca, cor, padronização e, principalmente, o sabor. Um aspecto que deixou a desejar foi a forma, os rocamboles não ficaram perfeitos, pois apareceram algumas "abas" nas extremidades, fruto da má modelagem... mas a galera aqui de casa nem reparou.
4 comentários:
A galera de casa adorou, recebeu até nota dez. O que importou foi o sabor, nem percebemos as extremidades.Mas ficou bonitinho.
Querido amigo Jean,
Seus pães ficaram lindos e tenho certeza que ficaram deliciosos.
Tenho uma sugestão prá você; substitua o açúcar refinado por açúcar mascavo, o pão ficará com um dourado especial.Também se você adicionar sementes de linhaça na massa, o pão ficará mais nutritivo, além ficar com mais fibra insolúvel, e auxiliar no trato intestinal.
Abraços , com saudade
Paula
Prezada Eliane,
Obrigado pela visita e pelo gentil comentário. A nota é suspeita... precisamos de uma avaliação mais neutra.
Um beijo,
Jean Claudi.
Prezada Paula,
Obrigado pela visita e pelas sugestões nutricionais. Ainda lembras dos conceitos aprendidos nas nossas aulas de panificação? eu não lembro de todos...
Voltando aos pães: como você bem sabe, pra quem é tá bom, não é, Paula?
Um grande abraço,
Jean Claudi.
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